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Wagner questiona necessidade da CPI do 8 de janeiro, mas se diz tranquilo sobre possíveis repercussões

Senador se disse desconfiado da pressão da oposição pela abertura da comissão: "devem estar com plano de tentar mudar a narrativa".

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Portal Metro1
20/04/2023 às 10h41
Wagner questiona necessidade da CPI do 8 de janeiro, mas se diz tranquilo sobre possíveis repercussões

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que não há motivos para o governo Lula (PT) temer uma CPMI ou CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre os atos golpistas de 8 de janeiro. Em entrevista nesta quarta-feira (20), o ex-governador da Bahia defendeu, por outro lado, que não haja a abertura de uma comissão para apurar o caso.

“Não vejo nenhum motivo para o governo ter medo dessa CPMI ou CPI que teria no Senado, até porque a democracia, o governo, os poderes fomos vítimas das agressões. Então, na verdade, vai investigar financiadores, aqueles que idealizaram a barbárie e, eventualmente, todos aqueles que participaram”, afirmou.

Apesar da dita tranquilidade, Wagner contestou a necessidade de uma comissão diante das investigações já em curso no país. “A força da CPMI ou da CPI foi se perdendo porque os órgãos de Estado que têm a obrigação de fazer a investigação não ficaram omissos, ao contrário: a investigação está sendo feita”, declarou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está investigando as invasões às sedes dos três poderes. No âmbito do inquérito, o tribunal formou maioria, nesta quarta-feira (19), para tornar réus 100 denunciados pela Procuradoria-geral da República (PGR).

O senador também se disse desconfiado da pressão da oposição pela abertura de uma CPI. “Às vezes, eu acho até estranho [o comportamento da] oposição, fica parecendo que a CPMI ou CPI vai investigar alguma coisa do governo. Evidentemente que devem estar com algum plano de tentar mudar a narrativa sobre a responsabilidade de quem quer que seja”, sugeriu.

“Todo mundo sabe quem foi o grupo que estimulou a agressão, não fomos nós, os partidos da nossa base. Se a gente for investigar os financiadores, acho que o medo deve estar em outro lugar”, concluiu.

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