
Na região Centro-Sul, a moagem da cana deverá atingir 520,882 milhões de toneladas em 2021/22, queda de 13,6% na comparação com 2020/21 (602,590 milhões de toneladas. Para o Norte-Nordeste, a produção de cana esperada é de 47,547 milhões de toneladas, recuo de 8,5% contra as 51,937 milhões de toneladas colhidas no ano passado.
Conforme a Conab, a terceira estimativa, da safra 2021/22 considerou os efeitos climáticos adversos da estiagem durante o ciclo produtivo das lavouras e as baixas temperaturas registradas em junho e julho deste ano, inclusive com episódios de geadas em algumas áreas de produção, sobretudo em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Mesmo com o setor sucroenergético apresentando viés de alta, dispondo de preços atrativos para produtos como etanol e açúcar, a expectativa nesta safra atual é de redução na área em produção quando comparada à temporada anterior. Houve grande concorrência de cultivos anuais, como soja e milho, que ganharam ótima rentabilidade recentemente e influenciaram diretamente na destinação de área para cana-de-açúcar, além das questões climáticas, que têm tido impacto importante em diversas regiões produtoras e até inviabilizaram a colheita em algumas lavouras, em decorrência de fortes geadas, por exemplo. Dessa forma, a estimativa é de decréscimo de 4,1% em relação à safra 2020/21, ficando em 8.264,4 mil hectares previstos para a produção de cana-de-açúcar na atual temporada.