
Não é de hoje que a população barreirense comenta a respeito da servilidade do Poder Legislativo de Barreiras (vereadores), para com o Poder Executivo (prefeito), ou seja, como dizem a grosso modo, os vereadores barreirenses aprovam todos os projetos enviados pelo prefeito para a Câmara. - Traduzindo: 'só fazem o que o Prefeito quer'.
E Isso mais uma vez ficou provado e aprovado. Provado porque os excelentíssimos vereadores aprovaram, quase que por unanimidade, o Projeto de Lei de número 21/21. - Mas que projeto era esse meu Deus! Este é o projeto que tira a autonomia de toda a comunidade escolar em eleger os diretores das escolas em que seus filhos estudam. O que era escolhido por professores e pais de alunos, agora será "botado" pelo prefeito. - E o que tem de ruim nisso? Possivelmente o cargo será politizado. - Mas como assim? Os diretores consequenemente se tornarão "cabos eleitorais" do prefeito, ou seja, farão o que lhes for mandado.
- E como foi aprovado? Foi aprovado quase que por unanimidade. Dos 19 vereadores da Casa, 17 votaram a favor e apenas dois vereadores votaram contra. Ou este projeto é muito "bão", como se diz lá mo Goiás, ou o negócio tá muito "bão" por aqui. Bem... foi extinto o sistema democrático de direito em eleger os diretores, mas não foi sem luta. Carmélia da Mata relutou, mas não conseguiu parar o "rolo compressor" do prefeito Zito. - Foi literalmente 'tratorizada'. Apenas Carmélia e Beza não contribuíram para esta fístula na democracia.
Seria interessante, interessantísimo, se o Prefeito e seus comandados justificassem para com a população os reais motivos, as justificativas do projeto, que fizeram com que ele anulasse a forma como as eleições eram realizadas. - Porém, dificilmente o Prefeito se reportará ao seu povo, - Mas que povo é esse meu irmão!? É o povo que votou maciçamente nele, o povo do "Pagode do Bigode".
Enfim, veremos cenas dos próximos capítulos e ficaremos de olho nas futuras gestões. - Mas do que adiantará Zé? Pode até não adiantar, mas não conjugaremos com uma forma retógrada de dirigir as escolas em que nossos filhos estudam. Diretor que não proceder, o Ministério Público vai comer! Mesmo assim, desejamos boa sorte aos futuros "comandados", e como se diz na linguagem popular: "já que tá dentro, deixa"!.
Por Fred 40 Graus.