
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a revogação das medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a entrega dos passaportes do parlamentar, proibiu seu contato com o advogado Willer Tomaz e cancelou seus documentos de viagem, inclusive o diplomático.
Apesar da decisão, Flávio, a esposa e as duas filhas viajaram para os Estados Unidos na quarta-feira (28), com desembarque em Miami, na Flórida.
As medidas foram determinadas no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador, Tomaz, empresas ligadas ao advogado e plataformas de apostas. Flávio também é alvo de outro inquérito que apura possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além da revogação das restrições, os advogados pediram que o processo seja retirado da relatoria de Moraes e encaminhado ao ministro André Mendonça. A defesa argumenta que as suspeitas envolvendo Tomaz e uma possível organização criminosa já são investigadas na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
Os advogados também solicitaram que Moraes seja declarado impedido ou suspeito de conduzir o caso. A alegação envolve possíveis vínculos entre a empresa Fraction 024, investigada no processo, o escritório de advocacia da esposa do ministro e o próprio magistrado.
A empresa teve Willer Tomaz entre seus sócios e vendeu uma participação à Prime You, companhia da qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro também foi sócio.