
O último debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
Entre os principais temas abordados pelos veículos estrangeiros estão economia, segurança pública, corrupção, custo de vida e as relações do Brasil com os Estados Unidos. As provocações pessoais também ganharam destaque, especialmente a referência de Flávio aos “nove dedos” de Lula, seguida de um pedido de desculpas.
A Reuters destacou a troca de acusações e as propostas dos candidatos para áreas como assistência social e segurança, em uma tentativa de conquistar eleitores indecisos.
O francês Le Monde observou uma postura mais contida de Flávio em comparação com o primeiro debate, enquanto Lula adotou um tom mais incisivo nos ataques ao adversário.
O espanhol El País avaliou que o confronto foi menos acalorado que o anterior. Segundo o jornal, Flávio procurou transmitir uma imagem mais moderada, abordando temas como endividamento e custo de vida, enquanto Lula concentrou críticas na segurança pública e na atuação do senador.
Em Portugal, os jornais Observador e Público destacaram a tentativa de Flávio de demonstrar preparo para a Presidência e a postura mais combativa de Lula. As publicações também ressaltaram as propostas apresentadas, as acusações de corrupção e os gastos públicos.
O argentino La Nación deu ênfase às provocações pessoais, aos programas sociais e às relações internacionais. O jornal também mencionou o confronto envolvendo a mãe de uma menina de cinco anos morta em um episódio relacionado à segurança pública.
Já o El País, do Uruguai, destacou os embates sobre salário mínimo, aposentadorias, agronegócio e o modelo econômico do presidente argentino Javier Milei, além das críticas de Lula a Flávio sobre sua relação com Donald Trump.
As últimas pesquisas divulgadas antes da votação apontavam empate técnico entre os candidatos, aumentando a expectativa em torno da disputa. A repercussão internacional refletiu tanto as divergências sobre propostas de governo quanto o peso dos ataques pessoais na reta final da campanha.