
Grupos de brasileiros realizaram, nesta sexta-feira (16), manifestações em frente a sedes da Meta na Europa. Os atos têm como objetivo cobrar a neutralidade da plataforma nas eleições presidenciais brasileiras, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Em Paris, na França, os manifestantes denunciaram uma suposta manipulação de algoritmos que, segundo os organizadores, prejudicaria o campo progressista. O grupo também alertou sobre os riscos da influência das grandes empresas de tecnologia nas democracias.
Outro protesto foi convocado para Dublin, na Irlanda, onde fica a sede internacional da Meta responsável pelas operações na Europa, no Oriente Médio e na África. A mobilização busca ampliar o debate sobre o poder das plataformas digitais e seus impactos políticos.
Na convocação, os organizadores afirmaram que a democracia brasileira está sob ameaça. Eles acusam a empresa de prejudicar a campanha de Lula e da esquerda, enquanto favoreceria a candidatura de extrema direita de Flávio Bolsonaro. As acusações, porém, representam a posição dos manifestantes e não constituem comprovação independente de interferência.
Segundo Julia Pires, uma das organizadoras do ato em Dublin, a iniciativa surgiu coletivamente para aproveitar a presença da empresa no país e questionar os benefícios fiscais concedidos à companhia.
Os organizadores também pretendem mobilizar a sociedade civil irlandesa, levar o tema ao Parlamento local e chamar a atenção internacional para os efeitos das decisões da Meta na América Latina.