
A morte de Netinho, aos 60 anos, encerra a trajetória de um dos nomes conhecidos da axé music. Intérprete do sucesso “Milla”, o cantor conquistou o Brasil com músicas que embalaram carnavais e micaretas, mas também protagonizou polêmicas que repercutiram fora dos palcos.
Natural de Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Ernesto de Souza Andrade Júnior ganhou projeção como vocalista da Banda Beijo antes de seguir carreira solo. Nos anos 1990, consolidou sua popularidade com “Milla”, além de sucessos como “Menina”, “Prefixo de Verão” e “Beijo na Boca”.
Em 2020, o artista provocou repercussão ao classificar o Carnaval de Salvador como “Sodoma e Gomorra”.
A declaração gerou críticas e ampliou o debate sobre diversidade sexual, liberdade de expressão e o papel de figuras públicas nas discussões sociais.
Outra controvérsia envolveu “Milla”, uma das músicas mais famosas de sua carreira. Em 2021, o cantor interpretou a canção em uma manifestação de apoio ao então presidente Jair Bolsonaro, provocando um conflito público com o compositor Manno Góes sobre o uso político da obra.
Apesar das controvérsias, Netinho deixou sua marca na música brasileira, especialmente na história do axé baiano. Sua trajetória reuniu sucesso popular, participação na expansão dos trios elétricos e episódios que dividiram opiniões, consolidando uma história que ultrapassou os limites da música.
Da Redação...