
Johnny Walker calou os críticos da melhor maneira possível. Em sua estreia no peso pesado do UFC, o brasileiro precisou de apenas um round para nocautear Mick Parkin no último sábado (3), em Utah, nos Estados Unidos.
A vitória marcou uma nova fase na carreira do lutador. Aos 1,96 m e 110 kg, Walker apresentou um físico atlético, além de manter características que sempre chamaram atenção: explosão, criatividade, movimentação e poder de nocaute.
Parkin, que jamais havia sido nocauteado, acabou derrotado de forma contundente. O resultado aumentou a expectativa sobre até onde o brasileiro pode chegar na nova categoria.
A mudança dos meio-pesados para os pesados também pode beneficiar Walker fisicamente. Antes, o atleta precisava lidar com cortes severos de peso, situação que, segundo a análise, prejudicava sua capacidade de absorção de golpes.
Agora, sem a mesma necessidade de redução de peso, o brasileiro pode atuar com mais força e estabilidade. Ainda assim, sua resistência continua sendo um ponto de atenção.
Walker já sofreu nocautes duros nos meio-pesados, o que alimentou dúvidas sobre seu queixo. Nos pesados, porém, terá adversários naturalmente maiores e mais fortes.
Por isso, a estreia contra Parkin foi positiva, mas ainda insuficiente para responder todas as perguntas.
Outro fator pode favorecer Walker: o número reduzido de atletas no topo da divisão. Com menos nomes consolidados, o brasileiro pode ganhar oportunidades rapidamente.
O exemplo de Vitor Petrino reforça essa possibilidade. Depois de enfrentar dificuldades nos meio-pesados, Petrino subiu de categoria, permaneceu invicto e rapidamente alcançou o top-10.
Walker possui um porte físico ainda mais adequado aos pesados e já conta com popularidade dentro do UFC. Uma sequência de vitórias pode colocá-lo em pouco tempo entre os principais nomes da divisão.
Ainda é cedo para falar em título ou top-5. No entanto, uma entrada no top-15 e, posteriormente, no top-10, aparece como um objetivo plausível.
Com a estreia praticamente sem danos e sem a preocupação de enfrentar a balança, Walker também ganha a possibilidade de voltar ao octógono rapidamente.
A vitória sobre Parkin, portanto, não garante uma futura disputa pelo cinturão. Mas mostra que o brasileiro encontrou uma nova oportunidade para reconstruir sua trajetória e se tornar uma presença relevante no peso pesado do UFC.
Da Redação...