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Justiça manda soltar namorado de Isabelle Caracristi após pedido do MP-CE

João Munhoz Neto deixou a prisão, mas seguirá sob medidas cautelares durante seis meses enquanto investigação sobre a morte da estudante permanece sob sigilo.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
01/10/2026 às 19h11
Justiça manda soltar namorado de Isabelle Caracristi após pedido do MP-CE

A Justiça do Ceará determinou a soltura de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, estudante de Direito de 22 anos encontrada morta em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza.

A decisão ocorreu após pedido do Ministério Público do Ceará (MP-CE), que solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares.

João deverá usar tornozeleira eletrônica, permanecer em recolhimento domiciliar das 20h às 7h, exceto nos dias em que estiver trabalhando, e comparecer mensalmente à Justiça.

O investigado também está proibido de manter contato com familiares de Isabelle e com pessoas que sejam testemunhas do processo.

O MP-CE informou que a investigação continua em andamento e tramita sob sigilo.

Prisão ocorreu após morte da estudante

João Munhoz foi preso em 22 de setembro, em Fortaleza, poucos dias depois de Isabelle ser encontrada morta.

A polícia investiga, entre outras hipóteses, uma possível indução ao suicídio.

Durante as apurações, o celular de João foi apreendido. As autoridades também analisaram o comportamento dele após a morte da estudante.

Segundo a investigação, João não teria procurado os familiares de Isabelle e teria orientado a portaria do condomínio a impedir a entrada deles.

Outro ponto investigado é que João teria retornado ao condomínio no dia seguinte à morte para procurar o celular de Isabelle nas áreas externas próximas ao local da queda.

Perícia apontou queda voluntária

A polícia também apurou as condições do apartamento onde o casal morava. Segundo as autoridades, o imóvel teria sido limpo por uma pessoa contratada e posteriormente colocado à venda.

A perícia concluiu que Isabelle morreu após uma queda do prédio e classificou o episódio como “precipitação voluntária”.

Os laudos não identificaram sinais de luta corporal, agressões físicas anteriores ou lesões de defesa no apartamento ou no corpo da estudante.

Até a publicação da notícia, a defesa de João Munhoz ainda não havia se manifestado sobre a decisão judicial.

Da redação do 40 Graus.

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