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PF pede afastamento de Bruno Reis e aponta ACM Neto como líder de organização criminosa

Investigação da Operação Overclean coloca prefeito de Salvador e seu padrinho político no centro de apuração sobre supostos desvios de recursos públicos e contratos superfaturados

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Da redação do 40 Graus
01/10/2026 às 12h39
PF pede afastamento de Bruno Reis e aponta ACM Neto como líder de organização criminosa

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do prefeito de Salvador, Bruno Reis, além de autorização para realizar busca e apreensão contra ele no âmbito da Operação Overclean.

A investigação apura supostos desvios de recursos públicos por meio de contratos superfaturados. Segundo a PF, o caso também envolve o ex-prefeito ACM Neto, padrinho político de Bruno Reis e candidato ao governo da Bahia.

De acordo com relatório revelado pela CNN Brasil, a PF afirma que ACM Neto "exerce a função de liderança da organização criminosa" e o posiciona acima do empresário José Marcos de Moura, conhecido como "Rei do Lixo", na suposta estrutura investigada.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também considerou consistentes os elementos reunidos sobre materialidade e autoria dos crimes investigados.

Um dos pontos centrais da apuração é a relação de Bruno Reis com o empresário Samuca Franco, apontado pela PF como um dos supostos operadores financeiros do grupo e ligado a Moura.

Bruno Reis e Samuca são sócios desde 2022 em uma empresa do setor imobiliário. Segundo a investigação, o empresário seria suspeito de receber valores de empresas de fachada que emitiam notas fiscais frias.

Outro episódio citado na apuração envolve dois apartamentos adquiridos por Samuca no condomínio de luxo Bay View, na Península de Maraú.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, um dos imóveis teria Bruno Reis como suposto proprietário de fato, embora esteja registrado em nome do empresário.

Moradores, corretores e prestadores de serviço teriam relatado que o prefeito escolheu o imóvel e acompanhou a reforma. Em evento público, Bruno Reis se referiu a Samuca como "irmão que a vida deu".

A relação investigada também passa pelos contratos de coleta de lixo em Salvador.

Em 2018, durante a gestão de ACM Neto, quando Bruno Reis era vice-prefeito, um consórcio ligado a Moura venceu uma licitação de R$ 85,5 milhões para prestar o serviço na capital baiana.

Os contratos permaneceram em vigor durante a administração de Bruno Reis.

Segundo a PF e a PGR, os elementos reunidos indicam que o suposto grupo teria continuado atuando mesmo após as primeiras fases da Operação Overclean.

As acusações ainda integram uma investigação em andamento, e os citados têm direito à defesa e ao devido processo legal.

Da redação do 40 Graus.

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