
A Polícia Federal identificou 232 chamadas entre ACM Neto e o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, entre agosto e dezembro de 2024.
Segundo a investigação, Moura é indiciado por suspeitas de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos no âmbito da Operação Overclean.
Para os investigadores, ACM Neto ocuparia uma posição política superior à de Moura na estrutura investigada. A conclusão, porém, faz parte da apuração policial e não representa condenação judicial.
Os contatos chamaram atenção porque ocorreram durante o período em que a PF investiga movimentações financeiras e articulações relacionadas ao empresário.

As investigações também encontraram mensagens sobre indicações para cargos públicos em Belo Horizonte. Em uma delas, Moura afirmou que consultaria ACM Neto e Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, antes de definir nomes para áreas da prefeitura.
A 10ª fase da Operação Overclean apura suspeitas de fraudes em contratos superiores a R$ 80 milhões na área da Educação de Belo Horizonte. A PF chegou a pedir autorização para realizar buscas contra ACM Neto, mas o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, negou a medida.
A defesa de ACM Neto nega envolvimento em irregularidades e afirma que as acusações são “insinuações mentirosas e falsas”.
O número de 232 chamadas, por si só, não revela o conteúdo de cada conversa nem comprova participação em crimes. A relevância dos contatos depende da análise conjunta de mensagens, documentos, contratos e demais elementos reunidos pela investigação.
O caso coloca novamente sob os holofotes a relação entre ACM Neto, José Marcos de Moura e as articulações políticas mencionadas nos autos da Operação Overclean.
Fontes: Valor Econômico; Supremo Tribunal Federal (STF); Folha de S.Paulo; UOL; Farol da Bahia; R7; Veja.