
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), de Salvador, endossou o pedido da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) para que o STF determine a quebra do sigilo de informações relacionadas ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) no âmbito da Operação Compliance Zero.
A Federação formalizou uma petição diretamente ao Supremo após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinar a publicidade integral dos autos da operação.
Segundo Aladilce, os eleitores baianos têm o direito de conhecer informações relacionadas a candidatos antes das eleições de 2026.
"É preciso abrir as cartas na mesa, porque estamos falando de um candidato a governador e os eleitores têm o direito de saber em quem estão votando para exercer com legitimidade seu poder de escolha."
A vereadora também criticou decisões dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, afirmando que ambos teriam negado solicitações relacionadas aos dados investigados.
"A própria PF pediu esses dados e os ministros bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça negaram. Quem não deve, não teme."
O pedido da Federação busca acesso paritário e isonômico aos autos que permanecem sob sigilo e envolvem o ex-prefeito de Salvador.
A legenda sustenta que uma eventual demora na tramitação de medidas relacionadas a determinados investigados poderia provocar desequilíbrio na disputa eleitoral baiana.
De acordo com o documento, a questão envolve uma possível diferença no ritmo de procedimentos relacionados a diferentes grupos políticos.
A petição também menciona reportagens que apontam investigações sobre um montante superior a R$ 200 milhões em suposta propina.
O documento cita ainda o suposto recebimento de valores por uma empresa de consultoria ligada a ACM Neto. Essas informações são apresentadas pela Federação como parte dos elementos que justificariam a abertura dos dados.
A defesa e os envolvidos poderão apresentar suas próprias versões sobre os fatos e sobre as acusações mencionadas no pedido.
Para a Federação, a decisão de Fachin pela transparência processual deve permitir que a sociedade tenha acesso às informações, evitando vazamentos parciais e possíveis distorções no debate público.
A discussão ocorre em meio à movimentação política para as eleições na Bahia em 2026, com ACM Neto novamente citado no cenário da disputa pelo governo estadual.
Da redação do 40 Graus.