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NOAA eleva para 97% chance de Super El Niño atingir intensidade muito forte em 2026

Fenômeno deve superar 2°C acima da média no Pacífico Equatorial e pode se tornar o mais intenso desde 1950; NOAA prevê enfraquecimento apenas no início do outono de 2027.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Meio Norte
10/09/2026 às 20h35
NOAA eleva para 97% chance de Super El Niño atingir intensidade muito forte em 2026

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 97% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte a partir do fim de setembro de 2026.

A agência também estima em 93% a chance de as temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial permanecerem muito elevadas até janeiro, cenário que vem sendo chamado de “Super El Niño”.

A NOAA mantém ainda 75% de probabilidade de que o episódio entre outubro e dezembro seja o mais intenso entre os registrados desde 1950.

Atualmente, a região Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para monitorar o fenômeno, apresenta temperatura 1,8°C acima da média. Para ser classificado como muito forte, o aquecimento precisa superar 2°C.

A previsão é que esse patamar seja alcançado a partir do fim de setembro, durante o início da primavera no Hemisfério Sul.

Além do aquecimento da superfície, a NOAA identificou uma grande quantidade de água quente abaixo do oceano, com temperaturas que chegam a ficar mais de 10°C acima da média em algumas áreas.

Esse estoque de calor pode contribuir para manter o Pacífico aquecido por mais tempo e prolongar os efeitos do El Niño.

A agência, porém, ressalta que uma intensidade maior do fenômeno não significa necessariamente impactos mais graves em todas as regiões. Os efeitos variam de acordo com as características climáticas de cada local.

Impactos já são observados

O El Niño já está associado a mudanças no clima em diferentes partes do mundo. Na Indonésia, por exemplo, a seca severa tem favorecido incêndios florestais.

No Brasil, algumas regiões registraram chuvas intensas e inundações. No Rio Grande do Sul, fortes precipitações atingiram 33 municípios no fim de agosto e deixaram duas pessoas mortas.

Em julho, tempestades também provocaram o deslocamento de milhares de pessoas no Vale do Taquari.

O fenômeno ainda afetou o funcionamento do Canal do Panamá, que reduziu o fluxo de embarcações devido à diminuição dos níveis de água dos lagos utilizados na operação.

El Niño deve perder força em 2027

Apesar da previsão de intensificação até o fim de 2026, a NOAA indica que o fenômeno deve começar a perder força no início do outono de 2027.

A agência estima 55% de probabilidade de que as temperaturas retornem à condição de neutralidade no trimestre iniciado em abril de 2027.

O episódio atual começou em junho de 2026 e é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Pacífico Equatorial. A La Niña, por sua vez, representa a fase oposta, marcada pelo resfriamento dessas águas.

Da redação do 40 Graus.

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