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Decisão do TRE-BA confirma objetificação de mulheres em ato de campanha, afirma Ivoneide Caetano

Deputada federal diz que determinação da Justiça Eleitoral reforça críticas à utilização de mulheres nuas, seminuas ou com o corpo pintado em ato político de ACM Neto.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Da redação do 40 Graus
10/09/2026 às 19h21
Decisão do TRE-BA confirma objetificação de mulheres em ato de campanha, afirma Ivoneide Caetano

A deputada federal Ivoneide Caetano (PT) afirmou que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra a campanha de ACM Neto (União Brasil) confirma a gravidade da utilização de mulheres nuas, seminuas ou com o corpo pintado como atração em atos políticos.

Segundo a parlamentar, a determinação judicial reforça que o corpo feminino não deve ser utilizado como instrumento de atração em eventos eleitorais.

“Eu me manifestei porque aquilo era inadmissível e, agora, a Justiça Eleitoral reconhece que houve exploração e objetificação da figura feminina. Não se trata de uma questão menor, nem de uma simples escolha estética de campanha. Estamos falando de uma prática que reduz mulheres a objetos para chamar atenção em um ato político”, afirmou Ivoneide.

A decisão do TRE-BA determina que ACM Neto se abstenha de repetir a conduta e estabelece multa de R$ 50 mil por ato de descumprimento.

O relator do caso, desembargador Mhércio Cerqueira Monteiro, reconheceu a ocorrência de exploração e objetificação das mulheres exibidas durante uma carreata no bairro de São Cristóvão, em Salvador.

A decisão também afastou o argumento de que o candidato não teria conhecimento prévio da participação das mulheres no ato.

Para Ivoneide, candidatos e suas campanhas devem assumir responsabilidade pelo que ocorre durante os eventos eleitorais.

“Quem organiza uma campanha tem responsabilidade pelo que apresenta ao público. Não adianta tentar se eximir depois que a repercussão negativa aparece. A Justiça deixou isso muito claro”, declarou.

A deputada também afirmou esperar que a decisão sirva de alerta para outras campanhas e contribua para que o respeito às mulheres, a dignidade e a igualdade sejam priorizados durante o processo eleitoral.

“Espero que essa decisão sirva de alerta para que o respeito às mulheres esteja acima de qualquer estratégia para chamar atenção ou conquistar votos”, completou.

Da redação do 40 Graus.

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