
O empresário barreirense Dó Miguel defendeu uma maior valorização, nas urnas, dos candidatos ligados ao Oeste da Bahia. Segundo ele, ampliar a votação em nomes da própria região pode fortalecer a representação política do Oeste na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados.
Para Dó Miguel, a escolha de candidatos regionais também facilita a cobrança por resultados. Ele argumenta que representantes ligados ao Oeste conhecem de perto as necessidades dos municípios e podem atuar na defesa de demandas regionais.
“Há muitos anos tomei a decisão de votar apenas em candidatos da nossa região, porque acredito que essa é uma escolha muito mais eficaz para o Oeste da Bahia”, afirmou.
O empresário também destacou a importância da representação federal. Segundo ele, o Oeste atualmente está sem representação na Câmara dos Deputados, o que deveria provocar uma reflexão entre os eleitores sobre a força do voto regional.
“Quando escolhemos candidatos da região, ajudamos a fortalecer nossa representatividade política e damos mais voz ao Oeste”, disse.
Dó Miguel declarou ainda que já definiu seus votos para as eleições de 2026. Para deputado federal, afirmou que votará em Danilo Henrique. Para deputado estadual, declarou apoio a Toinho.
A defesa do voto em candidatos do Oeste também vem sendo feita por Danilo Henrique, candidato a deputado federal pelo MDB. Ele afirma que a região possui aproximadamente 600 mil votos válidos, mas estima que apenas cerca de 30% sejam destinados a candidatos locais.
Danilo Henrique defende que uma maior concentração dos votos em candidatos da própria região poderia transformar a força eleitoral do Oeste em representatividade política.
“A Região Oeste tem aproximadamente 600 mil votos válidos, mas apenas cerca de 30% desses votos ficam com candidatos a deputado da própria região. Isso precisa mudar”, afirmou.
O candidato também lançou a bandeira “Vote Pelo Oeste”, com o objetivo de estimular os eleitores a priorizarem nomes ligados à região.
Segundo Danilo, sua estimativa é de que sejam necessários cerca de 60 mil votos para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. A projeção, porém, não representa um número fixo para garantir a eleição.
Isso ocorre porque deputados federais e estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional. Nesse modelo, a distribuição das cadeiras considera não apenas os votos individuais dos candidatos, mas também o desempenho dos partidos e federações.
O debate levantado por Dó Miguel e Danilo Henrique coloca em evidência a relação entre a força eleitoral do Oeste e sua presença nos espaços de decisão política. Para os defensores da estratégia, ampliar a eleição de representantes ligados à região pode fortalecer a defesa de recursos, investimentos e políticas públicas para os municípios do Oeste baiano.
Da redação do 40 Graus.
