
A Justiça de Minas Gerais determinou que a diarista Paola Stefany Neto Cirino seja submetida a exame de insanidade mental. A medida busca avaliar as condições psíquicas da acusada no período em que ocorreram as mortes de um casal de idosos em Belo Horizonte.
A defesa havia solicitado a perícia após reunir relatos de familiares, registros de atendimentos e outros elementos que apontariam para um histórico de problemas de saúde mental. Durante os depoimentos, Paola também afirmou que teria cometido o crime durante um suposto surto psicótico.
A Polícia Civil acolheu o pedido da defesa e encaminhou a solicitação ao Judiciário, que ficou responsável pela decisão sobre a realização da perícia.
O exame deverá verificar se Paola possuía, no momento dos fatos, capacidade de compreender o caráter ilícito de suas ações e de agir conforme esse entendimento. A avaliação será feita por profissionais especializados.
Paola é acusada de matar Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo a investigação, a diarista teria dopado as vítimas com clonazepam antes das agressões. Ela confessou as mortes, mas alegou ter sofrido um surto e relatou ter ouvido vozes durante o episódio. A Polícia Civil, porém, apontou indícios de planejamento do crime.
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou Paola por latrocínio, em duas ocasiões, além de outros crimes relacionados ao caso.
O resultado da perícia poderá influenciar o andamento do processo e a análise da responsabilidade penal da acusada. A realização do exame, entretanto, não significa que Paola será considerada inimputável, já que essa conclusão dependerá da avaliação técnica e da decisão judicial.
Da redação do 40 Graus.
