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Lula rejeita pressão dos EUA e diz que Brasil não aceitará interferência nas eleições

Em artigo publicado no The Washington Post, presidente critica tarifas americanas, defende a soberania brasileira e afirma que país está aberto ao diálogo.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
26/07/2026 às 13h57
Lula rejeita pressão dos EUA e diz que Brasil não aceitará interferência nas eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em artigo publicado neste domingo (26) no jornal norte-americano The Washington Post, que o Brasil não aceitará pressões políticas dos Estados Unidos por meio das relações econômicas nem tentativas de interferência nas eleições brasileiras.

Segundo Lula, iniciativas para impor restrições ideológicas à relação entre os dois países ou utilizá-la com objetivos eleitorais não se sustentam. O presidente também criticou declarações de autoridades americanas sobre o Brasil e afirmou que o país não será derrotado com base em “mentiras”.

A publicação ocorre após o Itamaraty negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos. De acordo com o governo brasileiro, eles pretendiam questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral. O governo americano, porém, negou que a missão tivesse como objetivo interferir nas eleições.

Tarifas são criticadas

No artigo, Lula classificou as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros como um erro estratégico. Para o presidente, as medidas prejudicam a economia americana e enfraquecem a parceria entre os dois países.

Lula afirmou ainda que tentou negociar diretamente com Donald Trump e que o governo brasileiro participou de dezenas de reuniões com representantes americanos. Segundo ele, as novas taxas foram mantidas mesmo após a apresentação de argumentos técnicos.

O presidente também alertou que setores da indústria americana dependem de insumos brasileiros e que as tarifas podem aumentar os custos para os consumidores dos Estados Unidos.

Defesa da soberania

Lula defendeu que a América Latina precisa de parceiros confiáveis e previsíveis, em vez de sanções econômicas ou demonstrações de força militar.

Para o presidente, as restrições impostas pelos Estados Unidos podem abrir espaço para que outros países ampliem investimentos e relações comerciais com a região.

Ao final do artigo, Lula reafirmou a disposição do Brasil para manter o diálogo com os Estados Unidos, mas rejeitou qualquer forma de ingerência externa.

“O destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência”, afirmou.

Da Redação.

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