
O governo da Venezuela divulgou neste domingo (12) um novo balanço sobre os terremotos que atingiram o país no fim de junho. Segundo as autoridades, a tragédia já deixou 4.490 mortos e 16.740 feridos.
As informações foram apresentadas por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e porta-voz oficial sobre o desastre. O levantamento também informa que 6.462 pessoas foram resgatadas com vida, enquanto 17.907 desalojados ainda dependem de assistência.
Os tremores provocaram a destruição total de 190 edifícios e deixaram outros 856 imóveis com danos estruturais. Desde o desastre, já foram registradas 1.222 réplicas, agravando a situação nas áreas afetadas.
Mais de 30 mil agentes seguem mobilizados nas operações de busca, atendimento às vítimas e reconstrução das regiões atingidas.
Os abalos ocorreram em 24 de junho e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo considerados os mais fortes registrados na Venezuela desde 1900. As áreas mais afetadas foram Caracas e o estado de La Guaira, onde houve desabamentos, interrupção de serviços essenciais e milhares de pessoas ficaram sem moradia.
Logo após o desastre, o USGS alertou para o potencial devastador dos tremores e estimou, inicialmente, que o número de vítimas poderia variar entre 10 mil e 100 mil mortes, considerando a intensidade dos abalos, a densidade populacional e a vulnerabilidade das construções.
As equipes de resgate continuam atuando nas áreas atingidas, mas o número de sobreviventes encontrados diminuiu nas últimas semanas. O caso mais recente ocorreu em 2 de julho, quando o agente de segurança Hernán Alberto Gil Flores foi retirado com vida dos escombros após permanecer soterrado por oito dias.
Até o momento, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez ainda não divulgou um balanço oficial sobre o número de desaparecidos. Enquanto isso, equipes de resgate, a ONU e veículos de imprensa utilizam uma plataforma para reunir informações sobre pessoas que continuam sem localização.
Da Redação.