
As obras do VLT de Salvador vão além da melhoria da mobilidade urbana. O projeto executado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) inclui um amplo sistema de macrodrenagem, que promete colocar fim aos frequentes alagamentos registrados na Cidade Baixa e no Subúrbio Ferroviário durante os períodos de chuva.
Ao todo, serão implantados 16.996,10 metros de estruturas para captação e condução das águas pluviais. O sistema reúne galerias subterrâneas de concreto, canalizações, aduelas, bueiros, bocas de lobo, caixas coletoras e poços de visita, garantindo o escoamento da água até os canais naturais e a Baía de Todos-os-Santos.

Segundo o presidente da CTB, Eracy LaFuente, a intervenção representa um avanço histórico para a região. "O VLT é muito mais que mobilidade. Essa obra vai solucionar um problema antigo enfrentado pelos moradores da Cidade Baixa e do Subúrbio, que nunca contaram com uma estrutura de drenagem capaz de atender à demanda da região", afirmou.
Moradora da Calçada por mais de 30 anos, Lidiane Mirian Bonfim de Brito, de 42 anos, lembra dos transtornos provocados pelas chuvas. "Dependendo da intensidade da chuva, a gente já sabia que enfrentaria problemas", recordou.

O contabilista e líder comunitário de Paripe, César Augusto dos Santos Pereira, de 66 anos, também destacou o impacto dos alagamentos. "Como morador, já presenciei diversos episódios de enchentes causadas pelas chuvas", relatou.
As obras de macrodrenagem foram distribuídas em pontos estratégicos da capital: mais de 3,3 mil metros entre a Calçada e o Comércio; 2,7 mil metros entre a Calçada e a Ilha de São João; 6,4 mil metros ao longo da BR-528 (Estrada do Derba); e 4,4 mil metros entre a Baixa do Fiscal e o Retiro.
Da redação do 40 Graus.
