
O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, tornou-se alvo de uma ação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) por suposto uso excessivo de policiais militares do estado em sua segurança pessoal e na de familiares.
Segundo o órgão, 51 policiais estariam envolvidos no esquema, gerando um custo mensal de R$ 797,5 mil em salários, sem considerar gratificações, funções comissionadas e diárias. A ação foi apresentada pela promotora Leila Maria de Oliveira.
O MP-GO sustenta que a conduta configura ato de improbidade administrativa, com enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário. Além de Ronaldo Caiado, também são alvos da ação a ex-primeira-dama Gracinha Caiado e o coronel Marco Aurélio Godinho, secretário-chefe da Casa Militar de Goiás.
De acordo com reportagem da Folha, um dia após a renúncia de Caiado ao governo de Goiás para disputar a Presidência, Marco Aurélio Godinho assinou uma portaria que ampliou as regras de segurança para ex-governadores, estendendo o benefício aos familiares.
A norma também prevê que a Casa Militar de Goiás seja responsável pelo transporte, hospedagem e demais recursos logísticos necessários à execução das medidas de segurança. O benefício vale pelo período em que o político exerceu o cargo de governador, desde que tenha permanecido na função por mais de três anos.
Para o Ministério Público, a portaria ampliou de forma indevida o número de beneficiários da proteção estatal e permitiu o uso de recursos públicos para finalidades alheias ao interesse público. O órgão também destaca que os fatos ganharam maior relevância por coincidirem com um período de intensa atividade de campanha político-eleitoral dos beneficiários.
Da Redação...