
Uma pesquisa da Quaest, divulgada na última quarta-feira (10), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ampliou a sua vantagem em um cenário de disputa presidencial.
O levantamento também revela que a direita ainda enfrenta dificuldades para consolidar uma candidatura competitiva fora do núcleo do bolsonarismo.
Segundo os dados, Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno, com 39%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece na segunda colocação, com 29%. A diferença entre os dois é de dez pontos percentuais.
O estudo reforça que a disputa continua marcada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo. Apesar do desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro, outros nomes da direita e da centro-direita seguem distantes dos dois principais candidatos.
Somados, os pré-candidatos que tentam representar uma “terceira via” no campo conservador alcançam apenas 12% das intenções de voto, evidenciando a dificuldade de construir uma candidatura capaz de romper a atual polarização.
Entre os nomes testados pela pesquisa estão:
Renan Santos (Missão) – 3%;
Ronaldo Caiado (PSD) – 3%;
Romeu Zema (Novo) – 2%;
Aécio Neves (PSDB) – 2% (testado pela primeira vez pela Quaest).
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, todos os candidatos aparecem tecnicamente empatados.
A pesquisa de junho foi realizada após a divulgação de mensagens nas quais Flávio Bolsonaro solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, produção que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro.
De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, três fatores ajudam a explicar o aumento da vantagem de Lula. Entre eles estão a repercussão negativa da atuação de Flávio Bolsonaro no caso do Banco Master, os efeitos políticos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos após o encontro do senador com Donald Trump, atual presidente estadunidense, e a melhora na avaliação do governo federal.
Ainda segundo Felipe Nunes, medidas econômicas adotadas pelo governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola, contribuíram para melhorar a imagem da administração federal junto ao eleitorado.
Da redação do 40 Graus.
