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Quaest aponta ampliação da vantagem de Lula no cenário presidencial e uma dificuldade da direita em consolidar alternativa

O levantamento mostra a liderança do presidente, o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro e a baixa competitividade de nomes da chamada terceira via conservadora.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
13/06/2026 às 17h36
Quaest aponta ampliação da vantagem de Lula no cenário presidencial e uma dificuldade da direita em consolidar alternativa

Uma pesquisa da Quaest, divulgada na última quarta-feira (10), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ampliou a sua vantagem em um cenário de disputa presidencial.

O levantamento também revela que a direita ainda enfrenta dificuldades para consolidar uma candidatura competitiva fora do núcleo do bolsonarismo.

Segundo os dados, Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno, com 39%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece na segunda colocação, com 29%. A diferença entre os dois é de dez pontos percentuais.

O estudo reforça que a disputa continua marcada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo. Apesar do desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro, outros nomes da direita e da centro-direita seguem distantes dos dois principais candidatos.

Somados, os pré-candidatos que tentam representar uma “terceira via” no campo conservador alcançam apenas 12% das intenções de voto, evidenciando a dificuldade de construir uma candidatura capaz de romper a atual polarização.

Entre os nomes testados pela pesquisa estão:

  • Renan Santos (Missão) – 3%;

  • Ronaldo Caiado (PSD) – 3%;

  • Romeu Zema (Novo) – 2%;

  • Aécio Neves (PSDB) – 2% (testado pela primeira vez pela Quaest).

Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, todos os candidatos aparecem tecnicamente empatados.

A pesquisa de junho foi realizada após a divulgação de mensagens nas quais Flávio Bolsonaro solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, produção que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro.

De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, três fatores ajudam a explicar o aumento da vantagem de Lula. Entre eles estão a repercussão negativa da atuação de Flávio Bolsonaro no caso do Banco Master, os efeitos políticos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos após o encontro do senador com Donald Trump, atual presidente estadunidense, e a melhora na avaliação do governo federal.

Ainda segundo Felipe Nunes, medidas econômicas adotadas pelo governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola, contribuíram para melhorar a imagem da administração federal junto ao eleitorado.

Da redação do 40 Graus.

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