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Conta de luz deve subir em média 8,6% em 2026, projeta Aneel

O reajuste previsto supera os índices de inflação e pode aumentar a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
13/06/2026 às 09h59 Atualizada em 13/06/2026 às 10h55
Conta de luz deve subir em média 8,6% em 2026, projeta Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), divulgou nesta sexta-feira (12), a segunda edição do boletim InfoTarifas, que aponta uma previsão de aumento médio de 8,6% nas tarifas de energia elétrica em 2026. A estimativa considera diversos fatores que influenciam os reajustes aplicados pelas distribuidoras em todo o país.

De acordo com a Aneel, a projeção para a conta de luz está acima dos principais índices de inflação considerados pela agência. O levantamento utiliza como referência uma estimativa de 5,8% para o IGP-M e de 4,9% para o IPCA, indicando que o aumento das tarifas poderá superar significativamente a inflação prevista para o período.

Para reduzir o impacto do reajuste sobre os consumidores, a agência informou que recursos provenientes do Uso do Bem Público (UBP), serão destinados à moderação tarifária. A medida beneficiará principalmente áreas atendidas por distribuidoras localizadas nas regiões de atuação da Sudam e da Sudene.

Segundo a reguladora, os clientes cativos de 22 distribuidoras de energia deverão receber descontos nas faturas graças à utilização desses recursos. A iniciativa tem como objetivo amenizar parte da pressão tarifária prevista para o próximo ano.

Divulgado trimestralmente, o boletim InfoTarifas reúne projeções sobre a evolução das tarifas de energia no Brasil e apresenta os principais fatores que influenciam a composição das contas de luz. O documento serve como instrumento de acompanhamento para consumidores, empresas e agentes do setor elétrico.

Com a expectativa de alta média de 8,6%, a conta de luz deve permanecer entre os itens que mais pressionam o orçamento das famílias brasileiras em 2026. A atenção agora se volta para os próximos boletins da agência e para os reajustes específicos de cada distribuidora, que poderão variar conforme a região e as condições regulatórias aplicáveis.

Da redação do 40 Graus.

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