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Alemanha anuncia devolução de fóssil retirado ilegalmente do Brasil há mais de 30 anos

Exemplar do dinossauro Irritator challengeri, encontrado na Chapada do Araripe, será incorporado ao acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens após articulação entre Brasil e Alemanha.

11/05/2026 11h44
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
Alemanha anuncia devolução de fóssil retirado ilegalmente do Brasil há mais de 30 anos

O fóssil do dinossauro Irritator challengeri, retirado ilegalmente do Brasil há mais de três décadas, será devolvido ao país pela Alemanha. O anúncio foi feito em 20 de abril, por meio de uma declaração conjunta entre os dois governos, e representa um avanço no processo de repatriação do patrimônio paleontológico brasileiro. O exemplar foi encontrado na região da Chapada do Araripe, no Ceará, mas estava desde 1991 no acervo do Museu Estatal de História Natural de Stuttgart. A peça havia sido adquirida por um negociante particular, contrariando a legislação brasileira de 1942, que determina que fósseis encontrados em território nacional pertencem ao Estado.

O processo de devolução contou com a participação do governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), responsável por articular as negociações internacionais para garantir o retorno do material.

Na declaração conjunta, Brasil e Alemanha também reforçaram a importância da cooperação científica entre os países para pesquisas paleontológicas, intercâmbio de conhecimento e preservação de acervos. A expectativa é que o fóssil retorne ao país nos próximos meses, após a conclusão dos procedimentos burocráticos e logísticos necessários para o transporte e a conservação da peça.

Quando chegar ao Brasil, o fóssil deverá integrar o acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens. O Irritator challengeri viveu há cerca de 110 milhões de anos, durante o período Cretáceo, era carnívoro e tinha aproximadamente 6,5 metros de comprimento.

O nome do dinossauro surgiu da palavra inglesa “irritation”, utilizada pelos pesquisadores após identificarem alterações feitas por contrabandistas no crânio da peça antes da venda. Partes ausentes foram preenchidas com gesso para aumentar o valor comercial do fóssil, exigindo um cuidadoso trabalho de restauração e remoção do material adulterado pelos paleontólogos.

Da Redação...

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