A luta contra o Alzheimer deve ganhar um novo reforço no Brasil a partir de junho de 2026. O medicamento lecanemabe, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em dezembro de 2025, chega ao mercado com a proposta de retardar a progressão da doença em seus estágios iniciais.
Produzido a partir de organismos vivos, o lecanemabe é um tratamento biológico que atua diretamente no organismo do paciente. Seu mecanismo de ação se concentra nas protofibrilas de beta-amiloide — formas tóxicas da proteína que se acumulam no cérebro e estão associadas à morte de neurônios em pessoas com Alzheimer.
Apesar do avanço científico, o medicamento não reverte os danos cognitivos já causados pela doença. Seu principal objetivo é desacelerar a progressão do quadro clínico, reduzindo a formação de novas placas de beta-amiloide no cérebro.
O custo, no entanto, pode ser um desafio para muitos pacientes. A estimativa inicial aponta para um valor médio mensal de R$ 8.108,94 sem impostos. Com a aplicação de tributos e ajustes, o preço pode chegar a até R$ 11.075,62 por mês de tratamento.
Especialistas avaliam que, embora não represente uma cura, o lecanemabe marca um passo importante no enfrentamento do Alzheimer, principalmente por atuar de forma precoce, fase considerada crucial para o controle da doença.
Da Redação...
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