O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7), que o prazo para um acordo com o Irã está perto do fim e elevou o tom das ameaças contra o país. Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, ao comentar o possível desfecho do conflito.
Segundo Trump, o momento pode representar uma virada histórica após 47 anos de “extorsão, corrupção e morte”. O presidente norte-americano também sugeriu a possibilidade de uma “mudança completa de regime” no Irã, afirmando que novas lideranças poderiam abrir caminho para algo “revolucionário e maravilhoso”.
O governo dos Estados Unidos fixou como prazo as 20h no horário da costa leste norte-americana, o equivalente a 21h em Brasília, para que Teerã aceite reabrir o Estreito de Ormuz. Apesar disso, Trump já prorrogou prazos semelhantes nas últimas semanas.
Além da pressão diplomática, Trump voltou a ameaçar ataques contra estruturas estratégicas iranianas. O governo americano afirmou ter planos para destruir pontes, usinas, redes de energia e outras infraestruturas essenciais.
Também foram mencionados possíveis ataques a poços de petróleo e sistemas de dessalinização. Segundo o secretário de Defesa, esta terça-feira pode registrar o maior volume de ataques desde o início do conflito.
O Irã respondeu às ameaças em tom de confronto. O porta-voz das Forças Armadas, Ibrahim Zulfiqari, afirmou que o país possui “surpresas” que superam os “piores pesadelos” de seus adversários. Ele também prometeu retaliar a morte do general Majid Khademi, chefe da inteligência da Guarda Revolucionária, morto em um bombardeio recente.
“Responderemos com severidade ao assassinato do chefe do serviço de inteligência da Guarda Revolucionária”, afirmou Zulfiqari.
Autoridades iranianas classificaram as falas de Trump como “infundadas” e “delirantes”, além de reforçarem que não aceitarão pressão externa nem interromperão as operações militares em andamento.
Entre sábado (4) e segunda-feira (6), uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão tentou abrir diálogo entre Irã e Estados Unidos, mas não avançou. A iniciativa previa uma pausa imediata nos ataques e a retomada gradual das negociações, com foco na reabertura do Estreito de Ormuz.
O governo iraniano rejeitou a proposta por considerá-la insuficiente e defender um acordo definitivo. Já os Estados Unidos avaliaram o texto como um sinal positivo, mas afirmaram que ele ainda não atendia às condições exigidas. Sem consenso, o impasse permanece.
Especialistas alertam que ataques contra estruturas civis podem ser considerados crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra, principalmente quando atingem serviços essenciais à população. O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás, segue fechado, aumentando a preocupação internacional com possíveis impactos econômicos, militares, humanitários e globais.
Da Redação do 40 Graus.
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