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Trump afirma que EUA “dizimaram completamente o Irã” e pede cooperação internacional para garantir segurança no Estreito de Ormuz

Presidente norte-americano defende que países dependentes da rota de petróleo enviem navios de guerra para a região; tensão no Oriente Médio eleva preço do barril e provoca ataques a embarcações.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
14/03/2026 às 20h34
Trump afirma que EUA “dizimaram completamente o Irã” e pede cooperação internacional para garantir segurança no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (14) que o país teria “dizimado completamente o Irã” e defendeu que outras nações assumam parte da responsabilidade pela segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

A declaração foi publicada na rede social Truth Social. Na mensagem, Trump disse que os Estados Unidos derrotaram o Irã “militarmente, economicamente e de todas as outras formas” e argumentou que países que dependem do petróleo transportado pela passagem marítima deveriam colaborar para garantir a segurança da navegação.

Segundo o presidente norte-americano, os Estados Unidos estariam dispostos a contribuir de forma significativa, mas outras nações também deveriam participar do esforço para manter o estreito aberto.

Mais cedo, Trump já havia defendido uma atuação internacional conjunta para garantir o fluxo de navios na região. A movimentação de embarcações no Estreito de Ormuz diminuiu de forma expressiva após o Irã anunciar o bloqueio da passagem, em resposta à ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano no dia 28 de fevereiro.

Em outra publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que diversos países deverão enviar navios de guerra para a região em cooperação com os Estados Unidos. Ele citou diretamente China, França, Japão, Coreia do Sul e o Reino Unido como nações que também dependem da rota para o abastecimento energético.

Ataques a navios aumentam tensão

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã ampliou a instabilidade em todo o Oriente Médio e impactou diretamente a principal rota marítima de exportação de petróleo do planeta.

Desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro, ao menos 13 ataques contra embarcações foram registrados nas proximidades do Estreito de Ormuz, segundo dados da UK Maritime Trade Operations, agência marítima ligada ao governo britânico.

A crescente tensão também repercutiu nos mercados internacionais de energia. O preço do petróleo chegou a atingir cerca de US$ 120 por barril, o maior nível desde 2022. Apesar de uma leve queda posterior, a cotação permanece próxima de US$ 100, ainda considerada elevada.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

Localizado entre Omã e o Irã, o Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A rota é utilizada por navios que transportam a produção do Golfo Pérsico para mercados da Ásia, Europa e Américas.

A região possui relevância histórica e geopolítica desde a Antiguidade, quando funcionava como ligação comercial entre áreas como a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia. Entre os séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da passagem para garantir suas rotas comerciais.

No século XX, com a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico, o estreito ganhou ainda mais importância estratégica. Após a Segunda Guerra Mundial, consolidou-se como uma das principais rotas de transporte de energia do planeta.

Durante a Guerra Irã-Iraque (1980–1988), diversos petroleiros foram atacados na região, levando os Estados Unidos a escoltar embarcações no local. Desde então, o Estreito de Ormuz se tornou um dos principais pontos de tensão geopolítica do mundo.

Apesar de já ter ameaçado fechar a passagem em diferentes momentos, o Irã nunca chegou a interromper a navegação por períodos prolongados. Ainda assim, qualquer conflito envolvendo o estreito costuma provocar forte impacto nos preços da energia e nos mercados internacionais.

Da Redação.

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