Sexta, 17 de Abril de 2026 18:02
77981182798
29°

Tempo nublado

Barreiras, BA

Saúde Obesidade

Obesidade no Brasil chega a 1 em cada 4 adultos e preocupa especialistas

Prevalência dobrou em duas décadas e capitais do Nordeste e Sul lideram índices mais altos, mostram dados do Vigitel e do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

04/03/2026 11h29
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
Obesidade no Brasil chega a 1 em cada 4 adultos e preocupa especialistas

Dados recentes da pesquisa Vigitel 2025, realizada pelo Ministério da Saúde, mostram que a obesidade no Brasil avançou de forma acelerada nas últimas duas décadas. Entre 2006 e 2024, a proporção de adultos com obesidade — definida por um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30 kg/m² — cresceu 118%, alcançando atualmente 25,7% da população adulta nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, ou seja, cerca de um em cada quatro adultos.

Quando o recorte considera o sobrepeso (IMC acima de 25 kg/m²), o cenário se agrava: 62,6% dos adultos entrevistados estão acima do peso, atingindo assim a maioria da população adulta.

Além disso, dados de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, com base em atendimentos na atenção primária do SUS, apontam índices ainda maiores entre adultos atendidos pelo sistema público de saúde: 36,3% tinham obesidade e 70,9% apresentavam sobrepeso.

Capitais com maiores e menores índices

O levantamento por capitais revela disparidades regionais importantes. No ranking, Recife (PE) lidera com 47,17% de obesidade e 77,44% com sobrepeso, seguido por Porto Alegre (RS) com 44,11% de obesidade e 74,9% com sobrepeso entre adultos.

Por outro lado, as menores prevalências foram observadas em Palmas (TO), com 29,31% de obesidade e 64,77% com sobrepeso, e em São Luís (MA), com 30,35% de obesidade e 68,03% com sobrepeso

Desafios à saúde pública

Especialistas alertam que o crescimento contínuo da obesidade eleva o risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, e pode pressionar ainda mais o sistema público de saúde brasileiro. O fenômeno é atribuído a mudanças nos hábitos alimentares, maior consumo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo e outros fatores de estilo de vida.

Este panorama reforça a necessidade de políticas públicas focadas na promoção de alimentação saudável, incentivo à atividade física e atenção integral à saúde da população.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários