
De acordo com documento anexado ao pedido, o médico Ricardo Caiado explica que a técnica terapêutica promove a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”, atuando diretamente sobre áreas do cérebro ligadas à regulação emocional, atenção e sono.
O laudo aponta que, durante a aplicação anterior do método, foi possível observar melhoras perceptíveis nos parâmetros gerais de saúde, especialmente na qualidade do sono, na redução da ansiedade e depressão, além da diminuição das crises de soluço.
O Estímulo Elétrico Craniano (CES) é um procedimento não invasivo, que utiliza correntes elétricas de baixa intensidade aplicadas ao cérebro por meio de eletrodos posicionados nos lóbulos das orelhas. O paciente permanece em repouso consciente durante a sessão.
Cada aplicação dura entre 50 minutos e 1 hora. No caso de Bolsonaro, a defesa solicita que o tratamento seja realizado três vezes por semana, preferencialmente ao final do dia, em horário próximo ao repouso noturno.
Segundo o laudo médico, a corrente elétrica de baixa intensidade promove a modulação do tônus autonômico, atuando sobre regiões corticais e subcorticais relacionadas à regulação emocional e fisiológica.
O protocolo tem como foco principal a melhora dos seguintes sintomas:
Ansiedade;
Distúrbios do sono (insônia);
Estresse;
Irritabilidade;
Sintomas neurovegetativos, como soluço funcional de provável origem autonômica.
A decisão sobre a autorização do tratamento caberá ao ministro do STF responsável pelo caso.
Da Redação do 40 Graus.