
Sob o comando de Renato Gaúcho, o Flamengo disputou 29 partidas na temporada. Abriu o placar em 20 e, destes jogos, venceu 17. Empatou com o Athletico por 2 a 2 na ida da semifinal da Copa do Brasil e, no Brasileiro, cedeu empates contra Bragantino e América por 1 a 1. Nunca levou uma virada.
Só reverteu desvantagens contra o São Paulo (5 a 1) e Palmeiras (3 a 1), sendo que, neste último, conseguiu o empate no Allianz Parque com gol de Michael no ataque seguinte, segundos depois do gol sofrido. No mais, foram quatro derrotas e um empate.
É claro que, estatisticamente, no mundo todo a tendência é que quem abra o placar tenha mais chance de sair vitorioso. Desde sempre. Uma campanha como a do título brasileiro de 1982, com nada menos que sete viradas nas 15 vitórias em 23 partidas do time de Zico, do Fla do "vira-vira", é a exceção que confirma a regra.
Mas esse Flamengo do Renato vem se caracterizando pela dificuldade de sair de cenários desfavoráveis e, também, pela capacidade de administrar bem quando faz 1 a 0.
Foi assim na vitória sobre o Atlético Mineiro, no Maracanã. Jogo feio, com nível técnico muito abaixo do que o líder do Brasileiro, finalista e favorito na Copa do Brasil e o atual bicampeão brasileiro e finalista da Libertadores podem proporcionar. Mesmo descontando o clima tenso e de rivalidade.