
Um laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal (PF), concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Sala de Estado-Maior conhecida como Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília, apresenta um quadro de saúde que demanda cuidados, mas não justifica, no momento, transferência hospitalar ou concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários.
A perícia foi realizada no dia 20 de janeiro, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para subsidiar a análise de um pedido da defesa de Bolsonaro por regime domiciliar.
De acordo com o relatório, o ex-mandatário apresenta comorbidades que exigem acompanhamento e cuidados constantes, incluindo hipertensão arterial, síndrome de apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, lesões de pele e aderências intra-abdominais.
O documento afirma que essas condições estão sob controle por meio de tratamentos e são compatíveis com a permanência na unidade prisional, desde que haja monitoramento médico regular e adaptações estruturais, como grades de apoio, campainhas de emergência e acompanhamento nutricional e fisioterápico.
O laudo também alerta para riscos relacionados à combinação de medicamentos, que podem provocar tonturas ou quedas se Bolsonaro estiver em ambiente sem observação contínua.
Após a conclusão do relatório, o ministro Alexandre de Moraes determinou prazo de cinco dias para manifestações da defesa de Bolsonaro e da Procuradoria-Geral da República (PGR), sobre o conteúdo do documento.
Na avaliação do ex-presidente, a transferência para a Papudinha — que ocorreu em meados de janeiro — trouxe melhorias em relação ao local anterior de custódia, com maior espaço para circulação e ambiente considerado mais adequado, apesar de obras e ruídos, conforme relato dele aos médicos.
Do 40 Graus.