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Apple retoma liderança do mercado de smartphones na China apesar da crise global de chips

Alta de 28% nas remessas de iPhones no trimestre impulsiona a empresa, enquanto concorrentes sofrem com escassez de memória e queda no mercado chinês

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
25/01/2026 às 10h18
Apple retoma liderança do mercado de smartphones na China apesar da crise global de chips

A Apple voltou a liderar o mercado de smartphones na China após registrar um crescimento de 28% nas remessas de iPhones no trimestre encerrado em dezembro, segundo dados da consultoria Counterpoint Research. O avanço ocorreu mesmo em meio ao agravamento da escassez global de chips de memória, que tem afetado toda a indústria de eletrônicos.

O bom desempenho da empresa foi impulsionado principalmente pela forte demanda pela linha iPhone 17, responsável por uma em cada cinco remessas de smartphones no país durante o período. O crescimento da Apple aconteceu em detrimento de concorrentes diretas como Huawei Technologies e Xiaomi, que registraram quedas percentuais de dois dígitos nas remessas.

Apesar do resultado positivo da Apple, o mercado chinês — o maior do mundo — apresentou retração de 1,6% no trimestre, refletindo os desafios enfrentados pelo setor.

A crise na cadeia de semicondutores segue como um dos principais fatores de pressão. Empresas que vão da Micron Technology à própria Xiaomi têm alertado para os impactos incertos da escassez de chips de memória usados no armazenamento de dados em dispositivos eletrônicos. O problema teve origem na decisão dos fabricantes de priorizar a produção de memórias mais avançadas destinadas a chips de inteligência artificial da Nvidia, reduzindo a oferta para outros segmentos.

Como consequência, os preços desses componentes subiram, afetando principalmente empresas menores, que não conseguem firmar contratos de fornecimento de longo prazo. De acordo com analistas da Counterpoint, a tendência é de novos aumentos expressivos. A expectativa é de alta entre 40% e 50% nos preços da memória no primeiro trimestre de 2026, seguida por um aumento adicional de cerca de 20% no segundo trimestre do mesmo ano.

Diante desse cenário, a consultoria avalia que fabricantes de smartphones deverão enxugar seus portfólios, reduzindo a oferta de modelos de baixo custo para preservar margens de lucro.

O impacto da escassez, no entanto, não tem sido uniforme. O CEO da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), C.C. Wei, afirmou recentemente que os smartphones de ponta permanecem praticamente inalterados frente à crise. Com foco no segmento premium, a Apple tem demonstrado maior resiliência em relação aos concorrentes.

Além disso, uma nova rodada de subsídios ao consumidor chinês tem ajudado a aliviar parte da pressão de custos sobre os fabricantes, segundo a Counterpoint.

No acumulado do ano, a Apple ficou ligeiramente atrás da Huawei no ranking de remessas na China, com ambas registrando cerca de 17% de participação de mercado. Em 2025, as remessas da fabricante do iPhone cresceram 7,5%.

Um ponto negativo foi o desempenho do iPhone Air, lançado mais tarde na China do que em outros mercados e que não obteve boa aceitação. “O iPhone Air teve um desempenho abaixo do esperado”, afirmou Ivan Lam, analista da Counterpoint. Segundo ele, o lançamento tardio e os compromissos entre espessura e conjunto de recursos contribuíram para o início lento do modelo.

Da Redação do 40 Graus.

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