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Visita ao ginecologista ainda é tabu para milhões de brasileiras

Pesquisa revela que 4 milhões de mulheres nunca passaram por consulta, enquanto ginecologia moderna aposta em acolhimento, prevenção e tecnologias menos invasivas.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Agência Dino
22/01/2026 às 15h20 Atualizada em 22/01/2026 às 16h55
Visita ao ginecologista ainda é tabu para milhões de brasileiras
Imagem de master1305plus no Freepik

A visita regular ao ginecologista ainda enfrenta tabus e desatenção no Brasil. Dados de uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em parceria com o Datafolha, mostram que cerca de 4 milhões de brasileiras nunca procuraram um ginecologista-obstetra ao longo da vida. Em contrapartida, entre as mulheres que realizam acompanhamento periódico, a maioria relata satisfação com o atendimento, o acolhimento e a atenção recebidos.

Segundo a ginecologista Dra. Joyce Assis, a relação de confiança entre médica e paciente é decisiva para a adesão às consultas de rotina e para a busca de ajuda em situações adversas. Ela destaca que o acompanhamento contínuo possibilita a detecção precoce de doenças, a prevenção de agravos, o manejo de condições crônicas e orientações individualizadas em fases como adolescência, gestação, climatério e menopausa.

A especialista explica que a ginecologia moderna se diferencia do modelo tradicional ao priorizar uma abordagem mais próxima, educativa e acolhedora. “Hoje, o cuidado é integral e personalizado, respeitando as particularidades biológicas, emocionais e sociais de cada mulher”, afirma.

Menopausa e impactos na saúde

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 30 milhões de mulheres enfrentam a menopausa precoce no Brasil. De acordo com a Dra. Joyce, esse período pode provocar sintomas físicos, emocionais e metabólicos, como fogachos, distúrbios do sono, alterações de humor, ganho de peso, perda de massa muscular e maior risco cardiovascular.

Ela ressalta que o acompanhamento ginecológico atual também inclui orientações sobre alimentação, atividade física e avaliação da composição corporal, uma vez que é comum um ganho de 5 a 8 quilos no climatério, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

Avanços e novas tecnologias

A ginecologia contemporânea também tem incorporado tecnologias minimamente invasivas, como o laser fracionado de CO₂ e o ultrassom microfocado e macrofocado (HIFU), utilizados especialmente na saúde íntima feminina. Esses métodos estimulam a regeneração tecidual e a produção de colágeno, com menos dor, menor risco e recuperação mais rápida.

Para a médica, esses avanços têm transformado o cuidado ginecológico, promovendo mais conforto, autonomia e autoestima. “A ginecologia moderna integra prevenção, diagnóstico precoce e educação em saúde, permitindo que a mulher atravesse todas as fases da vida com mais qualidade e bem-estar”, conclui.


Da Redação.

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