
A final da Copa Africana de Nações, disputada neste domingo (18), entre Senegal e Marrocos, foi marcada por fortes emoções, polêmicas e cenas consideradas inaceitáveis pela FIFA. A seleção senegalesa sagrou-se campeã após uma dramática disputa de pênaltis, mas o clima tenso dominou os minutos finais da partida.
A confusão teve início após a marcação de um pênalti considerado duvidoso a favor do Marrocos. Revoltados com a decisão da arbitragem, jogadores do Senegal deixaram o gramado nos instantes finais do tempo regulamentar, interrompendo momentaneamente a partida. A equipe só retornou ao campo após intervenção do principal astro senegalês, Sadio Mané, que pediu calma aos companheiros.
Nas redes sociais, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, se manifestou de forma dura, condenando tanto a atitude de parte dos jogadores quanto os episódios de violência registrados dentro e fora do estádio.
“Infelizmente, testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e nas arquibancadas. É inaceitável deixar o campo de jogo dessa forma, assim como a violência não pode ser tolerada no nosso esporte”, afirmou Infantino, ressaltando que decisões da arbitragem devem ser respeitadas e que qualquer atitude contrária coloca em risco a essência do futebol.
Apesar da pressão e da confusão, o Marrocos não conseguiu aproveitar a oportunidade. O atacante Brahim Diaz desperdiçou a cobrança, e o Senegal acabou levando a melhor na disputa por pênaltis, conquistando o bicampeonato da Copa Africana de Nações.
Além da consagração em campo, o Senegal ainda pode enfrentar consequências fora dele. De acordo com o regulamento da competição, a seleção corre o risco de ser punida com multa que pode variar entre 50 mil e 100 mil euros, valores que correspondem a aproximadamente R$ 312 mil a R$ 624 mil.
Mesmo em meio à polêmica, o título confirma a força do Senegal no futebol africano e entra para a história como uma das finais mais tensas e controversas da competição.
Da Redação do 40 Graus.