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Trump se prepara para discutir resposta dos EUA aos protestos no Irã

Reunião com assessores avalia sanções, opções militares e ciberataques.

11/01/2026 17h29
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
Trump se prepara para discutir resposta dos EUA aos protestos no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião com altos funcionários do governo para terça-feira (13) para avaliar possíveis respostas à grave crise de protestos que se estende no Irã há cerca de duas semanas. A informação foi confirmada por autoridades americanas ao jornal The Wall Street Journal.

Segundo os relatos, a pauta incluirá a discussão de:

  • Novas sanções econômicas contra o regime iraniano;

  • Possíveis ações militares, incluindo ataques a alvos estratégicos;

  • Uso de armas cibernéticas para desestabilizar infraestrutura do Irã;

  • Suporte à internet via satélite, como o envio de terminais Starlink, para contornar o bloqueio digital imposto pelas autoridades iranianas.

Ainda não há expectativa de que decisões finais sejam tomadas na reunião, mas o encontro marca a primeira deliberação formal da Casa Branca sobre o tema.


Protestos no Irã: mais de 500 mortos e milhares de presos

Os protestos, que começaram em final de dezembro de 2025 e se espalharam por diversas cidades iranianas, já resultaram em mais de 500 mortos e mais de 10.600 detidos, segundo o grupo de direitos humanos Human Rights Activists News Agency (HRANA). As autoridades iranianas não divulgaram números oficiais.

As manifestações, inicialmente motivadas pela crise econômica — incluindo inflação e desvalorização da moeda nacional — evoluíram para críticas abertas ao governo teocrático do aiatolá Ali Khamenei e pedidos de mudanças políticas profundas.

Em resposta, o governo cortou o acesso à internet e às comunicações, dificultando a circulação de informações e a organização dos protestos.


Tensões geopolíticas e ameaças de retaliação

A escalada do confronto já provocou reações de ambos os lados. Autoridades iranianas advertiram que bases militares dos EUA e interesses de Israel seriam “alvos legítimos” caso houvesse intervenção externa. 

Por sua vez, Trump tem declarado apoio aos manifestantes e sinalizado que os EUA estão preparados para agir, embora sem confirmar quando ou como uma ação direta ocorreria.

A crise acirra ainda mais as tensões no Oriente Médio, num momento em que comunidades internacionais observam de perto a situação humanitária e as implicações para a estabilidade regional.


Da redação do 40 Graus.

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