A grande quantidade de empréstimos contraídos durante os oito anos do governo do ex-prefeito Zito Barbosa voltou ao centro do debate político e social em Barreiras. Independentemente de discursos ou versões, os empréstimos são reais, estão documentados e a dívida pública soma cerca de R$ 1 bilhão.
No dia 31 de dezembro de 2025, durante uma entrevista exclusiva ao programa Impacto, da Oeste FM, o radialista Marcelo Ferraz questionou Zito Barbosa sobre o fato de a oposição insistir no tema dos empréstimos. A pergunta foi direta: - Essa insistência seria fruto de três derrotas eleitorais consecutivas?
Em resposta, Zito afirmou que a oposição teria criado uma “narrativa” de que Barreiras ficou endividada, sugerindo que o discurso serviria como justificativa para um eventual governo oposicionista não trabalhar, alegando falta de recursos.
No entanto, o debate vai além da oposição. A discussão sobre os empréstimos não está restrita a grupos políticos de oposição, mas envolve toda a sociedade barreirense. Isso porque empréstimos feitos pelo poder público configuram dívida pública, e dívida pública, por definição, é paga pelo povo, por meio dos impostos.
A pergunta que permanece é simples: Barreiras está ou não está endividada?
"Se os empréstimos existem e precisam ser pagos, a dívida é real — não é apenas uma narrativa como afirmou o ex-prefeito Zito Barbosa", destacou uma grande liderança política local que preferiu não se identificar.
Durante a entrevista, Zito também destacou que, ao assumir a prefeitura, encontrou um orçamento de R$ 340 milhões, deixado pelo ex-prefeito Antônio Henrique, e que ele deixou um orçamento aprovado de R$ 930 milhões para o atual prefeito Antoniel.
Contudo, é importante esclarecer que orçamento aprovado não significa dinheiro em caixa, mas apenas uma previsão de receitas.
O próprio ex-prefeito afirmou que o aumento representa R$ 590 milhões a mais no orçamento. Zito sustenta que, ao longo de oito anos, aumentou significativamente a receita do município e atribui esse crescimento, em parte, aos empréstimos, que, segundo ele, foram contratados com juros baixíssimos. - Qual é o banco que possui esses juros baixíssimos Zito?
A dúvida que fica é inevitável:
Os juros praticados pelos bancos no brasileiros são realmente baixos?
E mais: se a arrecadação cresceu tanto, por que foi necessário recorrer a tantos empréstimos?
Enquanto essas perguntas seguem sem respostas claras, o fato concreto permanece: a dívida existe, é pública e será paga pela população.
Chamar o problema de narrativa não elimina contratos assinados nem reduz o impacto fiscal que recai sobre o presente e o futuro de Barreiras.
Da redação do 40 Graus/Canal da Oeste FM.

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