
Nessa terça-feira, 23 de novembro, o ex-candidato a prefeito por Barreiras Danilo Henrique concedeu uma entrevista ao radialista Marcelo Ferraz, no programa Impacto, da Oeste FM, onde abordou diversos temas da política local.
Um dos pontos de destaque da conversa foi o rateio dos recursos do Fundeb para os professores da rede municipal, assunto que tem gerado forte insatisfação entre os educadores.
Durante o programa, Marcelo Ferraz relembrou uma declaração recente do prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira, feita também ao Programa Impacto. Na ocasião, o gestor afirmou que: "paga sim os recursos do Fundeb aos professores, mas que só realizará o 'rateio' caso haja uma ordem judicial". - Será mesmo que esse dinheiro já foi gasto, investido? — e sem, contudo, detalhar onde, quanto e quando esses recursos foram aplicados?
Questionado sobre o tema, Danilo Henrique foi enfático. Ele afirmou que, durante a campanha eleitoral de 2024, Otoniel Teixeira e o ex-prefeito Zito Barbosa realizaram reuniões com os professores e prometeram publicamente o rateio do Fundeb, o que gerou expectativa e até planejamento financeiro por parte da categoria.
Segundo Danilo, o não cumprimento da promessa caracteriza supostamente um estelionato político. “Os professores acreditaram, fizeram planos e hoje se sentem enganados”... declarou um professor ao Barreiras 40 Graus.
Para Danilo valorizar a educação não se resume à construção de escolas e prédios, mas passa, sobretudo, pela valorização dos profissionais da educação, incluindo o cuidado com a saúde física e emocional dos docentes.
Danilo também ressaltou que, havendo recursos disponíveis e respaldo legal do FUNDEB para o rateio, não há justificativa plausível para negar o pagamento aos professores. “Se o Fundeb permite o rateio e o dinheiro existe, ele deve ser repartido. Caso contrário, não há valorização real da educação”, afirmou.
O ex-candidato foi ainda mais direto ao afirmar que, diante da frustração da categoria, cabe agora aos professores lutarem por seus direitos. Para ele, o episódio reforça a necessidade de mais transparência por parte da gestão municipal.
Diante das contradições entre promessas de campanha e o discurso atual do governo, a pergunta que permanece é clara e incômoda: se o dinheiro existia e foi prometido, por que não foi rateado?
A ausência de explicações objetivas por parte da prefeitura apenas amplia o desgaste com a categoria e alimenta a sensação de que, mais uma vez, os professores ficaram em segundo plano.
Da Redação do 40 Graus.