Rio de Janeiro (RJ) – A Polícia Federal (PF), deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a segunda fase da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun — ação que resultou na prisão de integrantes do Comando Vermelho (CV) e no ex-deputado estadual conhecido como TH Joias.
Nesta etapa, a PF prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), e cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil).
O principal alvo da operação foi o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, relator do processo envolvendo TH Joias no TRF-2. A PF o prendeu em sua residência na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após solicitar e obter um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as investigações, há indícios de que o magistrado tenha sido responsável por vazar ou facilitar o repasse de dados judiciais sigilosos que poderiam ter atrapalhado a efetividade das ações contra membros da facção criminosa. A apuração está inserida no contexto da decisão do STF no julgamento da ADPF 635/RJ, que determinou que a PF investigasse conexões entre grupos criminosos violentos e agentes públicos.

O deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão nesta segunda fase da operação. Bacellar já havia sido preso na primeira fase da Unha e Carne, realizada em 3 de dezembro, por suspeita de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que resultou na prisão de TH Joias.
Na primeira etapa, Bacellar chegou a ser detido pela PF, mas teve a prisão revogada pelo plenário da Alerj por 42 votos a 21 e passou a responder ao processo em liberdade, sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno.
De acordo com as investigações, Bacellar teria recebido informações internas da apuração e as repassado a terceiros, atrapalhando diligências que miravam a ligação entre líderes do Comando Vermelho e políticos.
A Operação Zargun, deflagrada em setembro, tinha como foco investigar e prender integrantes de organizações criminosas com atuação no Rio de Janeiro, incluindo figuras ligadas ao Comando Vermelho. A nova fase da Unha e Carne mira especificamente o vazamento de dados sigilosos dessa operação e possível obstrução de investigações.
Nesta segunda fase, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, todos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes.
Com informações do BNews.
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