
Barreiras volta a enfrentar um velho e doloroso problema: o grande volume de água das chuvas misturado à lama proveniente do esgoto. Um cenário que, além de degradante, representa um risco sério à saúde pública e à dignidade dos moradores.
Ano após ano, as cenas se repetem. Casas invadidas pela lama, móveis destruídos, prejuízos contabilizados e nenhuma mudança efetiva. A pergunta que ecoa nas ruas é a mesma de sempre: até quando o barreirense vai conviver com isso?

O barreirense paga IPTU, taxa de saneamento e outros tributos - cumpre a sua parte - é de lei, mas, na hora de receber serviços públicos eficientes, encontra apenas promessas e justificativas nas redes sociais e nos diversos meios de comunicação existentes.
Se paga-se tanto, por que o retorno é tão pouco?
Para onde vai o dinheiro do saneamento?
A quem interessa a permanência desse problema?

A engenharia já evoluiu o suficiente para resolver problemas complexos em cidades do mundo inteiro - então por que Barreiras continua refém das enxurradas e do esgoto?
Será falta de planejamento? De gestão? De prioridade?
Ou tudo junto?
Não é um problema restrito a um bairro.
Santa Luzia, Vila Rica, Vila dos Funcionários, Serra do Mimo, Nova Conquista — a lista é longa. Até mesmo o loteamento São Paulo, tratado como “menina dos olhos” da administração no que se refere a asfalto e saneamento sofre com os alagamentos.
Milhões de reais são divulgados em obras de asfaltamento e saneamento. Mas onde está a eficácia desses investimentos? Por que, com tantos recursos, o problema parece piorar a cada ano?
O cidadão não pode continuar comprando móveis novos todos os anos por culpa da lama que invade a sua casa.
*Não é normal.
Não é aceitável.
Não é justo".
E ainda há quem tente minimizar o problema com frases que viram motivo de indignação:
“Pode até alagar, mas em minutos a lama desaparece.” Ou até mesmo: "Reclame com Deus!"
É sério isso? É esse o padrão de qualidade que Barreiras merece?
A população quer respostas, quer planejamento, quer eficiência. Chega de discursos prontos. Chega de justificativas. Chega de empurrar o problema com a barriga.
Os poderes públicos precisam se posicionar.
Barreiras não pode continuar vivendo na lama — literalmente.
Da Redação do 40 Graus.