
A Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente, nesta quarta-feira (27), Giovanna Chiquinelli Marcatto, de 26 anos, mãe do bebê Dante, de apenas nove meses, que morreu na noite de terça-feira (26). A prisão foi decretada por 30 dias sob suspeita de homicídio qualificado.
De acordo com o boletim de ocorrência, Giovanna levou o filho ao Hospital Estadual de Vila Alpina por volta das 20h30, após ele apresentar dificuldades para respirar. O bebê não resistiu e teve o óbito constatado às 20h47.
O exame necroscópico revelou a presença de “sementes azuladas” no estômago da criança, semelhantes ao veneno de rato conhecido como “veneno girassol”. A descoberta levantou a suspeita de envenenamento, levando a polícia a intensificar as investigações.
Durante as diligências, agentes realizaram buscas na casa da mãe, na creche onde a criança permanecia e em imóveis de familiares. Foram apreendidos mamadeiras, utensílios de alimentação, celulares e até a agenda escolar do bebê.
Segundo o delegado Alexandre Bento, titular do 42º Distrito Policial do Parque São Lucas, os investigadores conseguiram identificar o local onde o veneno teria sido comprado. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas foram coletados para reforçar a autoria.
“O trabalho foi árduo, com diversas diligências de campo. Conseguimos levantar provas que apontam para a compra do veneno e reforçam a necessidade da prisão temporária”, afirmou o delegado.
O caso segue em investigação. Novas testemunhas serão ouvidas, e laudos periciais complementares devem ser anexados ao inquérito. O objetivo é confirmar a causa da morte e esclarecer como a substância foi ingerida pelo bebê.
A Polícia Civil trata o episódio como homicídio qualificado.
Fonte: CNN Brasil.