O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (30) que 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão impactadas pelas novas tarifas impostas pelo governo norte-americano. Apesar do decreto assinado pelo presidente Donald Trump, Alckmin destacou que ainda há espaço para negociação.
“A negociação não terminou hoje, ela começa hoje”, afirmou o vice-presidente, em tom otimista.
Segundo Alckmin, a medida trará prejuízos econômicos tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos, classificando o aumento tarifário como um cenário de "perde-perde".
“Nos atrapalha em mercado, emprego e crescimento, e encarece os produtos americanos”, argumentou.
As novas alíquotas podem chegar a até 50% sobre determinados produtos brasileiros. No entanto, o decreto inclui 694 exceções que beneficiam setores estratégicos, como o aeronáutico, o energético e parte do agronegócio. De acordo com a Amcham Brasil, cerca de 43% das exportações brasileiras em 2024 não serão afetadas pelas tarifas.
Mesmo com essas exceções, o governo brasileiro buscará excluir outros produtos da lista tarifária, especialmente agrícolas. Frutas como a manga e o café arábica — que tem grande demanda no mercado americano — são prioridades nas tratativas diplomáticas.
“Eles precisam do nosso café arábica para o blend. Eles não produzem café. Vamos trabalhar para baixar a tarifa”, declarou Alckmin.
Alckmin também anunciou que o governo está finalizando um plano de ação para proteger os empregos e a produção nacional nos setores mais atingidos pelo tarifaço. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai decidir nos próximos dias sobre o pacote de medidas emergenciais.
“Ninguém vai ficar desamparado. Vamos lutar para diminuir os impactos”, garantiu, citando segmentos como pescado, mel, frutas, carne bovina e especialmente a indústria, que tem forte dependência do mercado americano.
Durante a coletiva, Alckmin também comentou a decisão do governo Trump de aplicar sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. O vice-presidente reforçou a defesa da soberania nacional e da separação entre os poderes, alinhando-se à nota oficial emitida por Lula em solidariedade ao ministro.
“É inaceitável a interferência dos Estados Unidos no Judiciário brasileiro”, declarou o presidente na nota.
A tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos entra agora em uma nova fase. O governo brasileiro aposta no diálogo e em ações estratégicas para evitar prejuízos maiores à economia nacional e proteger o setor produtivo, enquanto busca restabelecer o equilíbrio nas relações bilaterais.
Da Redação do 40 Graus.
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