
O rapper Oruam se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro pouco antes das 18h desta terça-feira, 22, após a Justiça fluminense expedir um mandado de prisão preventiva contra ele. A entrega aconteceu horas depois de o artista publicar um vídeo em suas redes sociais anunciando a sua decisão.
“Vou me entregar, não sou bandido”, afirmou o cantor em vídeo divulgado na rede social X (antigo Twitter). Na gravação, ele reconheceu que cometeu erros e pediu desculpas aos fãs: “Amo vocês, tropa”.
O mandado foi expedido após uma operação realizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde Oruam teria xingado e desafiado os policiais. Segundo a Polícia Civil, ele foi indiciado por sete crimes, incluindo associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato.
O secretário da Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, foi incisivo ao comentar o caso. “Se alguém tinha dúvidas de que esse elemento era algum tipo de artista periférico ou marginal, hoje temos certeza de que se trata de um criminoso, bandido da pior espécie, ligado diretamente ao Comando Vermelho, facção da qual o pai dele, conhecido como Marcinho VP, mesmo à distância, continua chefiando de dentro de um presídio federal”, declarou.
Ainda segundo Curi, durante a ação que motivou o mandado, os policiais localizaram no mesmo local, em fevereiro deste ano, um indivíduo foragido com mandado de prisão por organização criminosa, portando uma arma de fogo de uso restrito e com a numeração raspada. Na madrugada da operação mais recente, um menor de idade com mandado de busca e apreensão também foi encontrado foragido na residência.
“Ficou mais do que comprovado que esse elemento, travestido de artista, é um criminoso ligado diretamente ao Comando Vermelho”, afirmou o delegado. Curi também relatou que Oruam teria ameaçado diretamente o delegado responsável pela operação, Moysés Santana, e toda a equipe policial envolvida.
O artista foi visto recentemente no Complexo da Penha, onde, segundo a Polícia Civil, estaria sob proteção de traficantes ligados à facção criminosa chefiada por seu pai.
Da Redação do 40 Graus.