Segunda, 24 de Agosto de 2026
20°C 37°C
Barreiras, BA
Publicidade

Prefeito que matou PM 'alega' ser paciente bariátrico e continuará recebendo R$ 13 mil

A Polícia Civil conduz as investigações, e o Ministério Público do Maranhão acompanha o caso. Até o momento, nenhuma medida cautelar foi aplicada contra o chefe do Executivo municipal.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
12/07/2025 às 08h22
Prefeito que matou PM 'alega' ser paciente bariátrico e continuará recebendo R$ 13 mil

Igarapé Grande (MA) — 11 jul. 2025

Mesmo após confessar ter matado, a tiros, o policial militar Geidson Thiago da Silva, no último domingo (6), em Trizidela do Vale, o prefeito de Igarapé Grande (MA), João Vitor Xavier, permanece em liberdade e foi autorizado pela Câmara Municipal a se afastar do cargo por 125 dias para tratamento psiquiátrico. Durante o período, continuará recebendo integralmente seu salário líquido de R$ 13.256,08 por mês.

A licença foi aprovada pelos vereadores em sessão legislativa realizada na quarta-feira (9). No mesmo ato, a vice-prefeita Maria Etelvina foi empossada e assumiu interinamente a administração do município. A licença pode ser encerrada a qualquer momento, caso o prefeito decida reassumir o mandato.

No pedido enviado ao Legislativo, João Vitor alegou abalo emocional e citou também sua condição de “paciente bariátrico” como justificativa para o afastamento. A decisão causou revolta em parte da população, principalmente nas redes sociais, onde surgiram críticas à moralidade de manter os vencimentos do gestor mesmo após um crime grave com repercussão estadual.

Apesar da confissão pública, o prefeito ainda não foi formalmente afastado pela Justiça. A Polícia Civil conduz as investigações, com acompanhamento do Ministério Público do Maranhão, mas até o momento nenhuma medida cautelar foi aplicada contra o chefe do Executivo municipal.

O assassinato do policial militar gerou forte comoção na região do Médio Mearim e reacendeu debates sobre impunidade, privilégios políticos e a fragilidade das instituições. Entidades representativas e movimentos sociais exigem uma resposta firme e imediata das autoridades competentes.

Procurada para comentar o caso, a vice-prefeita limitou-se a dizer que “o foco agora é garantir a continuidade da gestão pública e o bom funcionamento dos serviços no município”.

As informações são do jornalista Diego Emir.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários