
Igarapé Grande (MA) — 11 jul. 2025
Mesmo após confessar ter matado, a tiros, o policial militar Geidson Thiago da Silva, no último domingo (6), em Trizidela do Vale, o prefeito de Igarapé Grande (MA), João Vitor Xavier, permanece em liberdade e foi autorizado pela Câmara Municipal a se afastar do cargo por 125 dias para tratamento psiquiátrico. Durante o período, continuará recebendo integralmente seu salário líquido de R$ 13.256,08 por mês.
A licença foi aprovada pelos vereadores em sessão legislativa realizada na quarta-feira (9). No mesmo ato, a vice-prefeita Maria Etelvina foi empossada e assumiu interinamente a administração do município. A licença pode ser encerrada a qualquer momento, caso o prefeito decida reassumir o mandato.
No pedido enviado ao Legislativo, João Vitor alegou abalo emocional e citou também sua condição de “paciente bariátrico” como justificativa para o afastamento. A decisão causou revolta em parte da população, principalmente nas redes sociais, onde surgiram críticas à moralidade de manter os vencimentos do gestor mesmo após um crime grave com repercussão estadual.
Apesar da confissão pública, o prefeito ainda não foi formalmente afastado pela Justiça. A Polícia Civil conduz as investigações, com acompanhamento do Ministério Público do Maranhão, mas até o momento nenhuma medida cautelar foi aplicada contra o chefe do Executivo municipal.
O assassinato do policial militar gerou forte comoção na região do Médio Mearim e reacendeu debates sobre impunidade, privilégios políticos e a fragilidade das instituições. Entidades representativas e movimentos sociais exigem uma resposta firme e imediata das autoridades competentes.
Procurada para comentar o caso, a vice-prefeita limitou-se a dizer que “o foco agora é garantir a continuidade da gestão pública e o bom funcionamento dos serviços no município”.
As informações são do jornalista Diego Emir.