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Justiça mantém a prisão do doutor João Neto por uma suposta agressão à namorada em Alagoas

A decisão é respaldada por reincidência, histórico de violência e risco à integridade da vítima, reforçando a coerência da prisão preventiva diante das evidências apresentadas.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Da Redação do 40 Graus
19/04/2025 às 10h51
Justiça mantém a prisão do doutor João Neto por uma suposta agressão à namorada em Alagoas

A Justiça de Alagoas negou o pedido de habeas corpus do advogado João Neto, acusado de agredir a namorada na última segunda-feira (14). Segundo sua advogada, Migan Chen, ele já retornou ao sistema prisional após ser hospitalizado devido a um mal-estar.

João Neto passou mal na última quinta-feira (17), durante a sua transferência para a Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcante de Oliveira, em Maceió. De acordo com a defesa, ele apresentou problemas cardíacos e precisou ser encaminhado a uma unidade de saúde. Atualmente, encontra-se em uma sala de estado maior, espaço reservado a advogados detidos.

A decisão de manter a prisão preventiva foi tomada pelo desembargador Carlos Cavalcanti de Albuquerque Filho. O magistrado destacou a necessidade de preservar a integridade física e psicológica da vítima, além de garantir a ordem pública, uma vez que João Neto possui antecedentes criminais.

“A vítima relatou episódios anteriores de agressões, além de ter sido ameaçada com o uso de arma de fogo. Essa circunstância, inclusive, embasou a decisão que determinou a suspensão da posse e/ou restrição do porte de armas do autuado”, afirmou o desembargador.

Trajetória polêmica

João Neto ficou conhecido nas redes sociais por dar conselhos amorosos a homens e responder perguntas de internautas. Ele se identifica como advogado criminalista, ex-policial militar da Bahia, pós-graduado e mestre em Ciências Criminais.

Em maio de 2024, durante entrevista ao podcast PodZé, da BNewsTV, João afirmou que foi expulso da Polícia Militar da Bahia após uma discussão com uma mulher no trânsito — que, segundo ele, era esposa de um coronel. “Chamei ela de gostosa e disse que iria prendê-la. Depois descobri quem ela era”, declarou.

Na mesma entrevista, admitiu ter cometido homicídios. “Matei dois que tocaram fogo no meu estabelecimento. Um deles tinha 16 anos. Dei cinco tiros nele na frente de todo mundo. Ele atirou na cabeça do meu funcionário, e eu fui mais rápido”, relatou.

Histórico de violência

Além das acusações atuais, João Neto também se envolveu em outro episódio de agressão em setembro de 2024, quando atacou fisicamente um advogado durante uma audiência de conciliação em Maceió. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), repudiou o ato e informou ter encaminhado ofícios à Polícia Federal e ao Conselho de Segurança do Estado, alertando para as ameaças feitas por João e o porte de arma. Ele alegou ter apenas revidado uma suposta agressão.

Atuação política e declarações polêmicas

Durante as eleições municipais de 2024, João Neto atuou como assessor jurídico do então candidato a prefeito de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB). Foi contratado para prestar apoio jurídico após a suspensão das redes sociais do ex-coach.

Além do envolvimento em casos de violência, João Neto também coleciona declarações polêmicas. Em entrevista ao podcast Redcast, chegou a justificar agressões contra mulheres. “Se ela deu um tapa na sua cara, está querendo tomar outro. Você é Jesus Cristo pra dar o outro lado? Eu não. Se bater em mim, vai tomar um bocado também”, afirmou.

Com informações do Bahia Notícias.

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