
A goleada de 4 a 1 sofrida pela Seleção Brasileira diante da Argentina, na noite desta terça-feira (25), não foi apenas um tropeço ocasional, mas um reflexo de um futebol em crise, sem identidade e sem comando. A derrota histórica, a pior contra os argentinos em seis décadas, escancarou a fragilidade de um time que há anos se apequena diante de adversários de alto nível.
A promessa de um jogo equilibrado caiu por terra assim que a bola rolou no Monumental de Núñez. O Brasil, outrora referência mundial, foi dominado de forma humilhante e não mostrou qualquer capacidade de reação.
A atuação apática da equipe de Dorival Júnior foi um retrato fiel da falta de planejamento e da decadência do futebol brasileiro em nível de seleções. Se antes temíamos o 7 a 1 contra a Alemanha como um episódio isolado, agora acumulamos vexames recorrentes em torneios de peso.
A provocação de Raphinha durante a semana, prometendo "porrada" nos argentinos, apenas aumentou a frustração da torcida ao ver um Brasil impotente em campo. O atacante, assim como toda a equipe, foi engolido pelo jogo dos rivais. A postura desorganizada e sem brio da Seleção foi duramente criticada nas redes sociais, com torcedores pedindo a demissão imediata de Dorival Júnior. O técnico, ao menos, teve a hombridade de reconhecer o fracasso, mas isso pouco ameniza a revolta de um país acostumado a vencer.
A crise no comando técnico reacendeu os rumores sobre a chegada de Carlo Ancelotti, nome que a CBF corteja há tempos, mas cuja contratação ainda parece incerta. Outro nome ventilado foi o de Filipe Luís, ex-lateral do Flamengo, o que reforça a sensação de desorientação na escolha de um projeto sólido para o futuro da Seleção.
O resultado em Buenos Aires fez o Brasil despencar para a quarta colocação nas Eliminatórias, somando apenas uma vitória nos últimos três jogos. Se continuar nesse ritmo, o que antes era inimaginável — uma Seleção Brasileira fora de uma Copa do Mundo — pode se tornar uma possibilidade real.
O futebol pentacampeão precisa urgentemente de uma reconstrução profunda, que vá além de nomes no comando técnico e toque na raiz do problema: a falta de um projeto consistente, de renovação e de respeito à própria camisa.
A derrota para a Argentina não foi apenas um revés no placar. Foi um grito de alerta para uma Seleção que se perdeu no tempo e que, se não reagir agora, pode se tornar apenas uma sombra do que já foi um dia.
Da Redação do 40 Graus.