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Em resposta a bispo no Brasil, Vaticano permite que transexuais recebam o batismo
A decisão também se estende para que possam ser testemunhas em um casamento religioso.
10/11/2023 08h45
Por: F. Silva Fonte: Notícias ao Minuto

As pessoas transexuais, mesmo que tenham sido submetidas a tratamento hormonal ou cirurgia de mudança de sexo, podem receber o batismo, segundo informações divulgadas pelo Vaticano nesta quinta-feira, 9. "Se não houver situações em que haja risco de gerar escândalo público ou desorientação entre os fiéis", conforme consta no documento do departamento Dicastério para a Doutrina da Fé, assinado pelo prefeito Victor Manuel Fernandéz e aprovado pelo papa Francisco em 31 de outubro deste ano.

A decisão também se estende para que possam ser testemunhas em um casamento religioso. E os filhos de casais homossexuais devem ser batizados mesmo que tenham nascido de útero de aluguel, desde que haja uma esperança bem fundamentada de que serão educados na fé católica, segundo o Vaticano. Confira aqui a decisão na íntegra.

Conforme o Vaticano, foi dom José Negri, bispo da Diocese de Santo Amaro (SP), no Brasil, que pediu esclarecimentos sobre a possível participação nos sacramentos do batismo e do matrimônio por parte de pessoas transexuais e pessoas homoafetivas em julho passado. "As respostas repropõem, em boa substância, os conteúdos fundamentais do que já foi afirmado no passado sobre esse assunto por este dicastério."

Conforme o Vaticano, o papa Francisco tem dito repetidamente que a Igreja não é uma alfândega e, especialmente com relação ao batismo, a porta não deve ser fechada para ninguém.

Entenda a seguir sobre os esclarecimentos:

- Com relação ao questionamento sobre o batismo de a uma pessoa transexual, que passou por tratamento hormonal ou cirurgia de mudança de sexo, a resposta é sim, desde que não haja risco de ser criado um escândalo ou desorientação entre os fiéis. "Seja que se trate de adulto, de criança ou de adolescente, se estiver bem preparado e disposto. O Dicastério, diante de dúvidas, sobre a situação moral objetiva em que uma pessoa se encontra ou sobre suas disposições subjetivas para a graça, propõe algumas considerações", afirma.

- Sobre o questionamento de pessoas homoafetivas como pais de uma criança a ser batizada, mesmo se adotada ou obtida por outros métodos, como o útero de aluguel, o Dicastério para a Doutrina da Fé responde que "para que a criança seja batizada, deve haver uma esperança bem fundamentada de que ela será educada na religião católica."

  • No caso de uma pessoa homoafetiva e convivente (que mora junto), que pede para ser padrinho ou madrinha de uma pessoa que está sendo batizada, conforme o documento, requer-se que leve "uma vida em conformidade com a fé" e a tarefa que assume. O Dicastério para a Doutrina da Fé pede a devida prudência para salvaguardar o sacramento do batismo e especialmente a sua recepção, que é um bem precioso a ser protegido.
  •  Ainda de acordo com o decisão, deve se considerar o valor real que a comunidade eclesial confere aos deveres dos padrinhos e madrinhas. "Ou seja, o papel que desempenham na comunidade e a consideração que demonstram pelo ensinamento da Igreja Católica. Por fim, não há nada que impeça uma pessoa homoafetiva e que convive" de ser o padrinho do casamento", conclui o documento.

Fonte: Portal Notícias ao Minuto.