Agronegócio Trigo
Novidades em trigo trazem mais rentabilidade no inverno
Em meio à escassez hídrica presente na safra de verão, as culturas de inverno se tornam cada vez mais atrativas para balancear as contas da propriedade rural - entre elas, o trigo se destaca como a mais rentável
06/03/2023 07h35
Por: F. Silva Fonte: Portal do Agronegócio

Seguindo a tendência vista no país, a safra gaúcha de trigo em 2022 registrou números históricos. De acordo com dados da Emater/RS, o estado colheu 5,1 milhões de toneladas do cereal, valor nunca antes atingido. A área semeada, de 1,45 milhão de hectares, foi a maior dos últimos 42 anos. Números assim reafirmam a confiança que a cultura do trigo vem passando aos agricultores, ainda mais em um contexto de desafios climáticos na safra de verão. Para o gerente regional sul da Biotrigo, Tiago De Pauli, o contexto do verão, unido a fatores mercadológicos, traz um maior otimismo ao produtor em relação à cultura do trigo na próxima safra. “A tendência do produtor é buscar uma recuperação financeira agora no inverno. E com a rentabilidade que o trigo ofereceu na última safra, a área deve crescer novamente em 2023”, cita.

E em busca de agregar maior rentabilidade durante o inverno, o produtor rural presente na 23ª edição da Expodireto poderá conferir novas tecnologias em trigo durante a feira. É o caso de TBIO Motriz, cultivar que possui o propósito de oferecer um excelente potencial produtivo ao mesmo tempo que entrega uma alta segurança no campo, devido ao seu equilibrado pacote fitossanitário e elevada estabilidade de produção. “Pelo seu ciclo médio/tardio, Motriz oferece a possibilidade da abertura e escalonamento da semeadura, o que traz uma segurança maior”, relata Verônica Bertagnolli, engenheira agrônoma e produtora de sementes em Coxilha (RS). Conforme ela, Motriz se mostrou ser altamente responsivo às adubações, com retorno direto no rendimento da lavoura, fator importante para a rentabilidade do agricultor em um ano que deve contar com redução no custo de produção. Em 180 hectares da cultivar, sua fazenda obteve uma média de 108,5 sacas por hectare, com picos de produção superiores a 120 sc/ha em algumas áreas. A variedade passará pelo processo de multiplicação neste ano.

“TBIO Motriz é uma ferramenta muito poderosa que é lançada sobretudo para aquele agricultor que já conta com um bom nível tecnológico e áreas de alta fertilidade. Assim, a cultivar se torna uma nova opção para alcançar patamares de rendimento ainda maiores com uma segurança nunca antes vista em trigos de tão alto potencial” resume De Pauli. Segundo ele, Motriz também se destaca na região com a maior área de trigo do estado, a das Missões. “Em um contexto de cultivo do trigo sobre trigo, o produtor ganha um aliado na cultivar, pelo bom nível de tolerância às manchas foliares, como a mancha amarela. Para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, de forma geral, os avanços no nível de resistência à giberela trazem mais segurança em anos mais úmidos”, comenta.

Do Agrolink.