Política Bolsonarista
Bolsonarista da Bahia que mandou funcionárias colarem “o celular no sutiã” para filmar o voto se retrata com a nação
"O empresário publicou o vídeo em seu perfil no Instagram"
26/10/2022 18h59 Atualizada há 4 anos
Por: F. Silva Fonte: BNews

O empresário bolsonarista do setor do agronegócio Adelar Eloi Lutz, que mandou funcionárias colocarem “o celular no sutiã” para filmarem o voto na urna eletrônica durante as eleições, publicou, nesta quarta-feira (26), um vídeo em seu Instagram se retratando pelo ocorrido.

A publicação do vídeo faz parte de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado, na última terça-feira (25), com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA).

Na gravação, o empresário confirma que não foi uma brincadeira e por isso se comprometeu a se retratar e a “indenizar a sociedade pela ilegalidade praticada".

Em sua fala, Adelar destaca que filmar o voto é ilegal e que ninguém pode exigir do eleitor a comprovação do voto."Tanto as pessoas que trabalham para mim, quanto aquelas que são empregadas em outras empresas não devem se sentir coagidas. Registrar o voto por filmagem é ilegal e ninguém pode exigir do trabalhador que ele declare o seu voto ou comprove em quem voltou para manter o emprego ou para ter qualquer vantagem", continuou.

O empresário completou dizendo que em caso de assédio eleitoral, as vítimas devem denunciar no MPT."O trabalhador que se sentir coagido a votar ou deixar de votar deve denunciar o caso ao Ministério Público do Trabalho e o patrão que cometer essa ilegalidade vai responder juridicamente os seus atos. O voto é livre. Todo o voto é livre", finalizou.

Do BNews.