A Jovem Pan iniciou uma onda de demissões que atingiu pelo menos 20 profissionais, em meio à dificuldade de atrair anunciantes e à queda das receitas publicitárias. A empresa promove uma reestruturação interna, com cortes em diferentes setores.
Segundo informações da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, entre os desligados está Fernando Pelegio, contratado em abril para assumir a direção artística e de programação. Também foram dispensados integrantes da produção de entretenimento e outros 15 funcionários das equipes técnicas.
A crise comercial é agravada pela ausência de novos contratos de publicidade desde agosto e pela redução da receita com a monetização dos canais no YouTube.
O principal executivo comercial, Walter Zagari, estaria sob pressão para fechar novos acordos ainda em novembro. Nos bastidores, a retração é associada ao período eleitoral e à redistribuição das verbas publicitárias.
Com a queda no faturamento, a emissora também avalia rever os investimentos previstos para 2027. A estratégia é reduzir o espaço do entretenimento e concentrar recursos no jornalismo.
Em resposta à Folha de S.Paulo, o presidente da empresa, Roberto Araújo, negou que a emissora enfrente uma crise e classificou as mudanças como uma reorganização estratégica.
"A Jovem Pan está fazendo uma arrumação de rota, revendo prioridades e ajustando sua estrutura para um novo momento do mercado de comunicação", afirmou.
O executivo também justificou o encerramento de formatos com baixo retorno financeiro e disse que a intenção é direcionar recursos para áreas com maior potencial de crescimento.
Apesar dos cortes e das dificuldades comerciais, a Jovem Pan ocupa a terceira posição entre os canais de notícias da TV por assinatura, atrás da GloboNews e da CNN Brasil.