Entre as medidas, o prefeito Marcos Medrado (PV), exonerou oito secretários municipais e diversos ocupantes de cargos de direção nas áreas de Agricultura, Cultura, Desenvolvimento Econômico, Comunicação, Meio Ambiente e Mobilidade e Ordem Urbana.
Após as saídas, o comando de sete secretarias passou a ser exercido interinamente por gestores do primeiro escalão.
Os cortes também atingiram a Educação, incluindo funcionários da Escola Municipal Dário Galvão de Queiroz, primeira unidade da rede municipal a adotar o modelo cívico-militar.
A crise administrativa ocorre em meio a relatos de atrasos nos pagamentos de fornecedores e paralisação de motoristas. Na semana passada, o prefeito anunciou o parcelamento dos salários dos servidores, justificando a medida pela necessidade de “ajuste fiscal”.
Outro ponto que chama a atenção é a situação do endividamento municipal. Em 20 de outubro, a Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei nº 023/2026, autorizando a contratação de uma operação de crédito de até R$ 25 milhões com a Caixa Econômica Federal.
Um estudo técnico baseado nos demonstrativos fiscais de agosto de 2026 apontou que a dívida consolidada de Valença já alcançava R$ 370,1 milhões.
Com aproximadamente 95 mil habitantes, Valença é a principal cidade do Baixo Sul baiano e uma das portas de entrada para o turismo regional.
O conjunto de medidas coloca em evidência os desafios financeiros enfrentados pela administração municipal.