O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu aproximadamente 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal exclusivo para registrar esse tipo de ocorrência.
A ferramenta começou a funcionar em 28 de outubro, após o aumento de relatos sobre possíveis práticas de pressão política e constrangimento de trabalhadores em diferentes regiões do país.
São Paulo aparece na liderança, com 1.325 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354, Minas Gerais, com 345, Paraná, com 268, e Santa Catarina, com 259. Juntos, os cinco estados concentram a maior parte dos registros.
De acordo com o Ministério, a Região Sudeste reúne 48,5% das ocorrências, totalizando 2.087 denúncias. Os casos estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável pela apuração das possíveis irregularidades.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou superiores hierárquicos utilizam ameaças, constrangimentos ou outras formas de pressão para influenciar a escolha política dos funcionários. A prática também pode envolver demissões motivadas por posicionamento político.
As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais do MTE e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os registros são mantidos sob sigilo e encaminhados aos órgãos competentes para investigação.
Fonte: Agência Brasil e Ministério do Trabalho e Emprego.